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Nova Indústria Brasil recebe R$ 140 bilhões e amplia investimentos

Novo aporte eleva para R$ 750 bilhões os recursos destinados à reindustrialização e à inovação no país desde 2023
A comemoração dos 74 anos do BNDES reuniu o presidente Lula; o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante; o vice-presidente Geraldo Alckmin, além de ministros de Estado. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Nova Indústria Brasil (NIB), política do Governo Federal voltada ao fortalecimento da indústria nacional, receberá um aporte adicional de R$ 140 bilhões até o fim deste ano.

Com a ampliação dos recursos, o programa alcançará R$ 750 bilhões em investimentos destinados à industrialização desde 2023.

Desse novo montante, R$ 102,5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição pública vinculada ao Governo Federal que atua no financiamento de setores estratégicos da economia.

Uma contribuição de R$ 37,5 bilhões virá da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento à inovação ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

NOVOS RECURSOS

O anúncio foi feito durante a cerimônia de comemoração dos 74 anos do BNDES, realizada na sede da instituição, na cidade do Rio de Janeiro.

A solenidade reuniu o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP); o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (PT-SP); o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB-SP), além de ministros de Estado.

Os valores serão direcionados para áreas consideradas estratégicas, como fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial (IA), audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais, com aplicações civis e militares.

Ao comentar os resultados da política industrial, Aloizio Mercadante destacou a retomada do setor manufatureiro e o papel do banco no financiamento da atividade produtiva.

“A indústria teve um saldo extraordinário, nós interrompemos aquela desindustrialização prematura, estamos renovando, relançando a indústria, que é o carro-chefe, voltou a ser o principal setor de financiamento do BNDES. Não era assim, agora é”, declarou gestor do BNDES.

SETOR PRIVADO

Durante o evento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, ressaltou que os investimentos da NIB também contam com participação significativa da iniciativa privada.

De acordo com o ministro, o BNDES exerce um papel indutor ao estimular novos aportes por parte das empresas.

“Das seis missões [objetivos estratégicos] que nós desenhamos na NIB, em quatro delas o setor privado é o que responde pela maior parte dos investimentos”, afirmou Elias Rosa.

Na mesma cerimônia, o Governo Federal lançou o Portal Investe Indústria Brasil. A plataforma, desenvolvida com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), permitirá que empresas de segmentos estratégicos registrem intenções de investimento e apontem obstáculos para a execução de projetos.

A relevância do corpo técnico do BNDES também foi destacada pelo presidente Lula durante a solenidade.

MINERAIS CRÍTICOS

Uma parceria entre o BNDES e a Petrobras foi anunciada para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico relacionados a minerais críticos e estratégicos.

Esses insumos são considerados essenciais para as cadeias ligadas à transição energética e às atividades de óleo e gás. O acordo prevê compartilhamento de informações e análises sobre gargalos produtivos e tecnológicos.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia pretende ampliar sua atuação nesse segmento.

“O Brasil tem uma posição privilegiada nesse contexto, e a gente quer participar disso. Queremos no Brasil uma cadeia global de fornecimento. Queremos a Petrobras participando dessa cadeia global”, afirmou a gestora.

CARBONO E MOBILIDADE

Outro anúncio realizado durante o evento envolveu o primeiro leilão do ProFloresta+, iniciativa conjunta do BNDES e da Petrobras voltada à aquisição de créditos de carbono gerados pela restauração ecológica de áreas degradadas da Amazônia.

As empresas vencedoras foram Systemica, brCarbon e re.green. A expectativa é mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos para plantio, gerar 6,3 mil empregos verdes, viabilizar o cultivo de mais de 25 milhões de árvores nativas e capturar 5 milhões de toneladas de carbono.

Também foi anunciado o financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici adquirir até 85 mil bicicletas elétricas (e-bikes). Os equipamentos serão destinados ao aluguel para entregadores de plataformas digitais, com custo estimado em 25% inferior ao praticado atualmente.

Com informações da Agência Brasil.