Frente a vigorosa crítica do senador Jorge Kajuru (PSB-GO, foto), uma voz foi ouvida no plenário do Senado em defesa do empresário Elon Musk, sul-africano que ganha dinheiro público dos EUA (muito, muito mesmo!) com projetos espaciais, mineração, carros elétricos, redes sociais na Internet e, agora, acumula uns caraminguás se fazendo de esperança da direita internacional “contra o comunismo”. Era o cearense Luiz Eduardo Girão (Pode). Inimigo figadal de ministros do STF, inclusive ameaçando ad nauseam criar CPI para investigá-los e submetê-los a impeachment, Girão fez o que pode para blindar o bilionário. Não deu. “Elon Musk tirou o fim de semana para chamar o ministro Moraes de sensor, pedir sua renúncia ou o seu impeachment e ainda insinuar que não vai cumprir decisões relacionadas à plataforma da qual é dono”, catucou Kajuru. “Age como déspota, praticando uma ação ousada, com a qual visa colocar de joelhos o Estado brasileiro, colocando-se acima das nossas leis. Sente-se injustiçado? Use os meios legais para recorrer das decisões judiciais”, completou. Luiz Eduardo Girão respondeu: “Elon Musk confrontou, de forma corajosa e aberta, o ministro Alexandre de Moraes, em uma de suas postagens no Twitter (nome antigo da plataforma X)”. Para não perder a chance, o cearense se voltou uma vez mais contra o Senado, afirmando que Moraes ataca a “democracia brasileira com a omissão culposa do nosso Congresso Nacional, especialmente desta Casa”. Sim, atacou o Senado.
Xeque-mate
O que Luiz Eduardo não supunha era o desenrolar do embate. Na Comissão de Segurança Pública, o cearense propôs sessão para tratar do ataque do bilionário ao Brasil. Kajuru deu o troco na hora, um autêntico xeque-mate: incluiu Musk entre os depoentes a serem ouvidos. É assunto para ficar por vários dias no trending topics do X, tenha certeza.
China, morada da Democracia
Luiz Eduardo também não se tocou de que o “valentão” Elon Musk, “paladino da Democracia e da liberdade de expressão”, como acham os bolsominions, ganha rios de dinheiro vendendo carros que fabrica na China – os elétricos da marca Tesla. Nem lembrou que a China é um país comunista, no qual liberdade de expressão é quimera e onde nem sequer o X é permitido.
Sebo nas canelas
A Polícia Civil do Ceará vai festejar 216 anos de existência de modo peculiar: correndo – e isso tem a ver com o corre-corre diário na instituição. A competição será dia 21 e terá percursos de 5km e de 10km, ambos na Beira Mar de Fortaleza, com largada às 6h. As inscrições para policiais civis e colaboradores terminam nesta quinta-feira (11). Já nesta sexta-feira (12), será a vez de profissionais de outros órgãos de segurança. O público se inscreverá dia 15. Quem quiser participar deve doar dois quilos de alimentos não perecíveis.
De com força
O deputado De Assis Diniz não poupou músculos para, ainda que verbalmente, rebater a agressão que o ex-presidenciável Ciro Gomes cometeu contra a senadora Janaína Farias e o ministro da Educação, Camilo Santana. Por bom senso e decência, não reproduziremos o que Ciro disse – dando à leitora e ao leitor uma pista da baixeza do ataque.
“Lixo da história”
“É lamentável que uma pessoa culta, com passado político notável, agrida outras dessa forma”, começou De Assis. “Ciro não fez crítica política, mas atacou a honra de uma mulher. Esse tipo de declaração, tão baixa, misógina, reduz alguém ao lixo da história”. E tascou o golpe de misericórdia: “O ranço contra Camilo só tem um nome: inveja do sucesso de um ex-governador que cumpriu um mandato extraordinário”.
Água para quem tem sede
Mais de 50 bairros de Fortaleza estão recebendo hidrômetros novinhos em folha da Cagece. O propósito da empresa é o de estabelecer maior segurança hídrica, com mais controle da pressão e da vazão da água, evitando perdas. Cerca de 73 mil equipamentos serão substituídos, com a padronização de 16,5 mil ligações.
À toa
O deputado Luiz Henrique, o “apóstolo”, pôs a tramitar na Assembleia Legislativa projeto com o qual quer proibir o Estado do Ceará a nomear para cargos em comissão pessoas que tenham sido condenadas na Justiça por pedofilia. A causa é justa, mas a proposta é inócua. Afinal, já existem comissões no serviço público que analisam a vida pregressa de indicados a postos. E saiba o parlamentar: condenados não passam nessa “peneira”.
