Aprovou-se no plenário do Senado o fim da jornada de trabalho 6×1. O modelo é anacrônico, massacrante e, por isso, perigoso não apenas para empregados, mas também para patrões, a previdência e para a própria economia. O Brasil estava desalinhado de países de onde vêm expressivos investimentos, o que poderia resultar em graves problemas de fluxo de recursos e de operacionalidade, além de constrangedores questionamentos jurídicos. A decisão alcança uma tão vulnerável quanto imensa faixa da população. Falou-se, em oposição, que o contexto histórico, em plena disputa eleitoral, não seria adequado para as discussões. Bobagem gigantesca, essa: trata-se da preservação das vidas e da economia nacional, o que nunca deixará de ser cabível e urgente — inadequada seria a manutenção de um sistema explorador e opressivo. Nesse turbilhão, não foi nada surpreendente acompanhar a movimentação do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de aliados. O candidato da extrema-direita, que passou meses rosnando e atacando a iniciativa do presidente Lula (PT), votou a favor da matéria. Pura desfaçatez, mas não havia saída. O medo de responder ao cidadão orientou a decisão. Espantoso mesmo seria se dedicasse o voto a um criminoso. Não há um psicopata torturador, mas há um ex-banqueiro mafioso. Fica para outra?
Fila do SUS
Há um ponto não abordado por políticos que têm se manifestado sobre a exterminação da escala 6×1: a saúde mental dos trabalhadores. Soterrados pelos excessos do modelo, muitos estão pressionando fortemente os serviços públicos — estresse, burnout, vício, violência doméstica, depressão e outros termos permeiam esse cenário.
Modo João Oliveira
A pressão de trabalhadores mentalmente adoentados sobre unidades de saúde obriga o poder público a gastar mais. O dinheiro, que é, sempre foi e sempre será curto para bancar os custos, obviamente tem de ser compartilhado com outros serviços — atenção a idosos, crianças, mulheres e acidentados, por exemplo. Cortar o mal pela raiz, como diria o eterno candidato João Oliveira, é a mais inteligente solução a aplicar ao problema.
Tech-estado
O desenvolvimento de produtos e serviços tecnológicos para uso do Governo do Estado se baseará sobre a inteligência artificial e a cibersegurança. A estratégia foi definida pela Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice). Não duvide: isso tem as mãos no presente e os pés no futuro — independentemente de quem estiver na gestão em anos vindouros, a decisão estará sendo cumprida.
Em teste
No campo da inteligência artificial, a Etice planeja testar recursos capazes de realizar atividades como a elaboração de um edital. O funcionário dará os comandos ao sistema e será produzida uma versão inicial do documento. O resultado será revisado por um profissional — humano, claro.
Simples assim
Já no da cibersegurança, foi criada a Gerência de Segurança da Informação da Etice. Esse setor responde pela estruturação de um portfólio de soluções e pela estratégia de segurança tecnológica do Estado. A meta é bem objetiva: proteger dados e serviços públicos frente ao aumento da digitalização das relações entre Estado e cidadão.
É isso aí, bicho!
A Prefeitura de Fortaleza faz hoje mais um Dia D de Vacinação Antirrábica. Serão mobilizados mais de 600 profissionais nos serviços de imunização de cães e gatos. Noventa pontos de vacinação serão instalados em diferentes bairros. Os pets precisam ter mais de três meses de idade para serem vacinados. O serviço é gratuito e funcionará das 8h às 17h.
Efeito Colestase
Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participam de debate amanhã na rede de TV Bandeirantes. É importante. Esperam-se dos adversários propostas, seriedade, equilíbrio, compenetração e respeito mútuo aos espectadores. E, no mínimo, um Colestase antes do encontro.
Que dia é hoje?
Hoje é 17 de outubro. Faltam oito dias para o segundo turno das eleições.
