Era inimaginável prever que, a pouco mais de uma semana da eleição para presidente da República, não houvesse uma indicação clara de quem está à frente, com diferenças entre os candidatos dentro da margem de erro. No caso, Lula e Flávio Bolsonaro.
Talvez, para tentar não repetir os erros das pesquisas para governador e do primeiro turno presidencial, os responsáveis pelos institutos estejam se resguardando. A Quaest tinha até um “homem-show” nos telejornais e noticiários da Globo e da GloboNews. Suas análises e convicções acabaram confrontadas pelos resultados das urnas.
Imaginem a cena: brasileiros diante da televisão, aguardando, no telão, a divulgação da apuração das urnas eletrônicas, que deixaram de ocupar o centro dos ataques da extrema-direita. A mudança chama a atenção: com os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça na direção do TSE, as críticas desse campo político ao sistema de votação perderam força. As urnas já não parecem representar o mesmo perigo apontado anteriormente.
É natural uma eleição polarizada numa democracia
Não há nada demais em uma eleição polarizada. É do jogo democrático. Faz parte do processo de amadurecimento das pessoas, das instituições e, principalmente, da classe política, dos partidos e do eleitorado.
A polêmica, a disputa intensa, os comícios, as caminhadas e as carreatas fazem parte desse cenário. Já a compra de votos e eventuais atos parciais e injustos de promotores e juízes precisam ser combatidos e corrigidos com o aperfeiçoamento do processo.
Vejam a trajetória de democracias como os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a Alemanha e a Itália. Cada uma tem sua história e seus desafios. Alemanha e Itália, por exemplo, reconstruíram suas instituições democráticas após experiências de ditadura e fascismo.
O Brasil ainda carrega as marcas de intervenções militares e de golpes com participação civil. O certo é manter a ordem democrática e o eleitor evitar votar em quem pretende retirar seus direitos. As sucessivas eleições vão ensinando.
Cid Gomes defende mudanças no CNJ para fiscalizar o Judiciário
O senador Cid Gomes é um estudioso da Constituição. Ao analisar a estrutura do Poder Judiciário, o parlamentar cearense enxerga um ponto que o Congresso Nacional precisa rever: o papel do Conselho Nacional de Justiça.
Criado pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004, o CNJ exerce o controle administrativo e financeiro do Judiciário e fiscaliza o cumprimento dos deveres funcionais dos magistrados. Cid defende mudanças na composição e na atuação do conselho para fortalecer essa fiscalização.
Na avaliação do senador, o órgão deveria reunir integrantes do Judiciário, da OAB, juristas renomados das universidades públicas, representantes do Congresso Nacional e outros membros capazes de ampliar o controle institucional.
Cid acredita que uma emenda constitucional poderia fortalecer a atuação fiscalizadora do CNJ e contribuir para enfrentar as críticas à conduta de integrantes da Justiça. Também questiona a concentração das presidências do STF e do conselho na mesma pessoa e cobra providências em relação à remuneração do Judiciário, cujos efeitos alcançam o restante do serviço público.
Autor de um projeto sobre o juiz das garantias, o senador sustenta que o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização poderia reduzir a necessidade de recorrer a pedidos de impeachment contra integrantes dos tribunais superiores.
Lula e Flávio têm debates previstos na Band e na Globo
Os principais debates presidenciais do segundo turno das eleições de 2026 entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão previstos para São Paulo e Rio de Janeiro.
O primeiro ocorre neste domingo, 18 de outubro, na Band, às 20h, em São Paulo. Na sexta-feira, 23 de outubro, dois dias antes da votação, a Globo promove seu debate no Rio de Janeiro. O segundo turno será realizado no domingo, dia 25.
Ricos divididos
Ticiana Rolim, dirigente do Grupo C. Rolim e casada com Edson Queiroz Neto, anunciou voto em Lula. Segundo a empresária, é melhor apostar em quem já conhece do que dar um cheque em branco.
O empresário Beto Studart, que atua na construção civil e no mercado financeiro, anunciou voto em Flávio Bolsonaro.
Vejam como está equilibrada a eleição. Há uma divisão clara, que envolve questões ideológicas, defesa de argumentos, economia nacional e regional.
Evandro Leitão: “Lula enviou mais de R$ 400 milhões para Fortaleza”
O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, divulgou um vídeo com um balanço dos recursos federais destinados à capital cearense. Segundo ele, foram mais de R$ 400 milhões, dos quais R$ 300 milhões foram destinados à saúde.
