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Faec propõe parceria com o Dnocs para ampliar a perfuração de poços profundos no Ceará

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, propôs ao Departamento...

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, propôs ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) uma parceria para ampliar a perfuração de poços profundos na zona rural cearense. A proposta foi apresentada em reunião com a participação do diretor-geral do Dnocs, Fernando Marcondes de Araújo Leão; do secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Fábio Feijó; e do deputado estadual Salmito Filho. A iniciativa prevê a celebração de convênio para a cessão de máquinas do Dnocs, com o objetivo de ampliar a capacidade de perfuração de poços no interior do Estado. A medida busca contribuir para minimizar os efeitos da estiagem nas áreas rurais, onde a escassez hídrica compromete a atividade agropecuária.

Embrapa valida qualidade do algodão de fibra longa produzido no Ceará

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) validou, por meio de testes técnicos, a qualidade de uma nova variedade de algodão com fibra longa produzida no Ceará. O resultado confirma o potencial da matéria-prima para atender à indústria têxtil de alto valor agregado, especialmente na fabricação de tecidos finos para camisaria, em segmento no qual poderá competir com variedades do Egito e o algodão pima peruano. Após projeto-piloto, a previsão é expandir o plantio a partir de janeiro de 2027. A iniciativa busca retomar o cultivo comercial de algodão de fibra longa no Ceará, por meio da integração entre agricultura e indústria têxtil.

CNA apresenta posicionamento do agro brasileiro para a COP 31

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, em 15 de outubro, o posicionamento do setor agropecuário brasileiro para a 31ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 31), programada para 9 a 20 de novembro, em Antalya, na Turquia. O documento reúne propostas e prioridades do setor para as negociações internacionais sobre mudanças climáticas e foi entregue durante reunião conjunta das Comissões Nacionais de Meio Ambiente e de Irrigação da entidade, com representantes dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura e da Embrapa. Para a confederação, a COP 31 deve priorizar avanços concretos na implementação do Acordo de Paris, firmado em 2015, com medidas capazes de transformar compromissos internacionais em resultados efetivos nos diferentes setores da economia.

Federação da Agricultura do Paraná articula ação sobre mudanças na jornada de trabalho no campo

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) articula com a CNA uma possível Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra dispositivos da PEC (221/2019), que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. A entidade questiona, especificamente, a diferenciação entre trabalhadores conforme escolaridade e remuneração prevista no texto. No âmbito agropecuário, a Faep estima que a mudança exigiria mais de 100 mil novas contratações no Paraná para manter as operações do setor, com custos adicionais de R$ 4,1 bilhões anuais, considerando a necessidade de recomposição da mão de obra. A entidade aponta que atividades rurais com necessidade de trabalho contínuo podem enfrentar dificuldades de adaptação, especialmente diante da escassez de profissionais no campo. A eventual ação judicial ainda depende de decisão da CNA, responsável por formalizar o questionamento perante o Supremo.

Transnordestina deve reduzir em até 20% os custos de transporte de grãos destinados à pecuária

A Ferrovia Transnordestina poderá reduzir os custos de transporte de soja e milho destinados à avicultura e à pecuária cearenses, atualmente dependentes do modal rodoviário. Segundo a concessionária, a redução do frete poderá chegar a 20% em relação ao transporte por caminhões, quando estiver em plena operação. Com mais de 1.200 quilômetros de extensão, a ferrovia conecta áreas produtoras do Piauí, do sudeste do Maranhão, do norte da Bahia e do oeste de Pernambuco ao Porto do Pecém. A concessionária ressalta que as tarifas praticadas nas operações iniciais ainda não refletem a economia esperada.