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Faec defende modernização e ampliação de perímetros irrigados

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, defende a expansão...
Foto: reprodução

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, defende a expansão e a modernização dos perímetros irrigados como estratégia para elevar a produtividade, ampliar a produção de maior valor agregado e fortalecer as exportações cearenses de frutas, legumes e verduras (FLV). Para Amílcar, é necessário melhorar a gestão dos recursos hídricos para ampliar a produção sem depender apenas da abertura de novas áreas. A Faec defende a substituição de atividades de menor valor agregado por culturas mais rentáveis, utilizando de maneira mais eficiente a infraestrutura hídrica já existente. Um dos exemplos citados é o Perímetro Irrigado Tabuleiro de Russas, com cerca de 10 mil hectares e potencial para chegar a 14 mil. Atualmente, pouco mais de 3 mil hectares estariam em operação. Na avaliação da Faec, a ampliação do uso da estrutura pode aumentar a renda, a produtividade e a capacidade de exportação do Estado, elevando a produtividade por hectare.

Mil bezerras Girolando reforçam estratégia de melhoramento da pecuária leiteira no Ceará

Mil bezerras da raça Girolando serão destinadas a pequenos produtores do Ceará por meio do Projeto Matrizes do Amanhã, desenvolvido pelo Sistema Faec/Senar em parceria com o Governo do Estado. Os animais, selecionados por apresentar genética de alta linhagem, foram identificados e preparados para distribuição a produtores que cumpram os critérios estabelecidos pelo Senar. A iniciativa tem como objetivo elevar o padrão genético dos rebanhos e aumentar a produtividade da pecuária leiteira, sobretudo entre produtores de menor escala. A expectativa é que os rebanhos beneficiados alcancem produção de aproximadamente 30 litros de leite por dia. A escolha do Girolando está associada à importância da raça para sistemas leiteiros tropicais, combinando características de produção e adaptação às condições brasileiras. O projeto integra uma estratégia mais ampla de modernização da atividade, que inclui assistência técnica, capacitação e uso de biotecnologias reprodutivas, como a Fertilização in Vitro.

Cachaça de Viçosa amplia valor agregado do agro cearense

A produção de cachaça em Viçosa do Ceará, na Serra da Ibiapaba, vem ganhando espaço no agronegócio de maior valor agregado do Estado. O município é atualmente um dos principais polos produtores de cachaça do Brasil e reúne 24 cachaçarias, segundo dados do Anuário da Cachaça 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária. O avanço está associado à profissionalização dos processos, à melhoria das embalagens, ao envelhecimento e à estratégia de posicionamento de produtos premium. A indicação de procedência concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) também fortalece a identidade territorial e a proteção da produção local. Viçosa foi o terceiro município brasileiro a obter indicação geográfica para cachaça, depois de Paraty (RJ) e Salinas (MG). Para a Faec, o caso demonstra o potencial da agroindustrialização como instrumento de geração de renda no meio rural.

Cajucultura cearense mantém relevância e busca ganhos de produtividade

A cajucultura continua entre as principais atividades da fruticultura cearense, com produção estimada em cerca de 95 mil toneladas por safra. O desempenho da cadeia, porém, está diretamente relacionado às condições climáticas, ao manejo dos pomares e à capacidade de agregação de valor ao produto. Além da comercialização do fruto in natura, o caju abastece uma ampla cadeia de processamento, incluindo castanha, sucos, polpas, cajuína, doces e outros derivados. Dados da Faec mostram que a atividade enfrenta desafios relacionados à produtividade e à renovação dos sistemas de produção. Entre as alternativas tecnológicas está o uso de sistemas de cultivo superadensado, desenvolvidos em pesquisas da Embrapa, que podem elevar significativamente a produção por hectare em condições adequadas. A recuperação da cajucultura também depende de assistência técnica, disponibilidade de mão de obra, organização dos produtores e maior aproveitamento do pedúnculo.