A primeira edição do projeto “Decon Presente!” levou 24 alunos da Escola de Ensino Médio de Tempo Integral (EEMTI) Clóvis Beviláqua à sede do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), em Fortaleza.
A atividade ocorreu na manhã de terça-feira (29) e foi promovida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). O objetivo foi ampliar o conhecimento dos estudantes sobre direitos do consumidor e prevenir transtornos durante compras.
ATIVIDADES
A programação apresentou aos alunos a estrutura do Decon e os procedimentos utilizados na resolução de conflitos entre consumidores e fornecedores.
Uma palestra também abordou direitos e deveres do consumidor, consumo consciente, educação financeira, golpes digitais, práticas abusivas e os riscos das apostas online.
A iniciativa é voltada à educação para o consumo e à formação cidadã de jovens estudantes da rede pública estadual que cursam o ensino médio.
DIREITOS
A coordenadora do Decon, promotora de Justiça Ann Celly Sampaio, ressaltou a importância de os estudantes compartilharem os conhecimentos adquiridos durante a visita.
“A visita culminou com a entrega aos alunos de uma cartilha com os direitos básicos do consumidor. Explicamos sobre o conteúdo e solicitamos a eles que repassassem todo esse conhecimento aos seus pais, familiares, amigos e comunidade escolar. A gente acredita que só conhecendo é que as pessoas se apropriam dos seus direitos e é esse o nosso objetivo”, ressaltou.
Para a professora de Artes, Lidya Ferreira, a experiência ampliou a compreensão dos estudantes sobre cidadania e defesa dos direitos.
“Foi extremamente relevante ter vindo para cá com os estudantes, ter conhecido o que acontece nos bastidores do Decon e, principalmente, colocar esse lugar no campo da cidadania para os meninos entenderem esse processo e não se sentirem enganados em alguns cenários que são extremamente conflituosos com algumas empresas e fornecedores”, afirmou.
APRENDIZADO
Os estudantes também avaliaram de forma positiva a experiência. Fernando Medeiros destacou a importância de conhecer os direitos diante do crescimento das compras pela internet.
“No século em que vivemos, muitas pessoas compram pela internet, principalmente os jovens. É sempre bom saber os nossos próprios direitos de consumidor, porque, muitas vezes, a gente sofre um golpe ou uma infração de alguma empresa, e não liga muito. Mas a gente tem os nossos direitos como consumidor”, disse.

A estudante Joyce Muniz também destacou os conhecimentos adquiridos durante a atividade e defendeu a continuidade do projeto.
“Achei muito interessante, espero que o projeto ganhe ainda mais visibilidade, e que outras turmas possam visitar. Foi uma visita muito legal. Aprendi muitas coisas em relação aos meus direitos e me senti muito confortável”, completou.
