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Rotina estruturada pode retardar perda cognitiva em casos de Alzheimer, alerta especialistas

Com o aumento da expectativa de vida, o cuidado com a saúde mental e iniciativas que unem estímulo cognitivo e acompanhamento profissional ganham mais relevância.
Clube de Terapia foi pioneiro no modelo centro-dia de tratamento. Foto: Divulgação

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 1,2 milhão de pessoas no Brasil vivem com demência, sendo o Alzheimer responsável por até 70% dos casos. O número, que já é elevado, tende a crescer ainda mais com a maior longevidade da população.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, projeta que os casos de demência devem triplicar até 2050 no mundo. No Brasil, já são cerca de 100 mil novos diagnósticos por ano. Por isso, especialistas alertam: o cuidado precisa começar o quanto antes.

Impacto

Além da perda de memória, o Alzheimer provoca mudanças de comportamento, desorientação e perda de autonomia, impactando diretamente a rotina das famílias, que muitas vezes assumem sozinhas o cuidado do idoso.

Apesar de não ter cura, é possível retardar o avanço da doença com medidas práticas no dia a dia, como rotina estruturada, a estimulação cognitiva e a socialização. Tudo isso ajuda a manter as funções cerebrais por mais tempo e reduzir episódios de agitação.

Cuidados

Há alguns anos, foi desenvolvido o modelo centro-dia, serviço socioassistencial, articulado com a saúde, que oferece acolhimento, convivência e cuidados especializados durante o dia para idosos ou pessoas com deficiência com algum grau de dependência. O Clube de Terapia é pioneiro no Ceará nesse formato.

O atendimento acontece em período parcial e inclui atividades físicas orientadas, exercícios de memória, estímulos cognitivos e socialização em grupo, fatores que ajudam a manter o idoso ativo e seguro. Outro destaque é a musicoterapia, utilizada como ferramenta para estimular memórias afetivas e promover maior interação entre os pacientes.

“O idoso com Alzheimer precisa de estímulo contínuo e ambiente seguro. Quando conseguimos oferecer rotina, interação social e atividades direcionadas, favorecemos a manutenção das habilidades e contribuímos para o bem-estar emocional”, explica Josiane Araújo, sócia-fundadora do espaço.