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PF investiga esquema que teria lavado R$ 7,6 bilhões por meio de postos no Rio

Sexta fase da Operação Unha e Carne cumpre 19 mandados e apura lavagem de dinheiro com participação de agentes públicos
Os policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. Foto: Divulgação/PF

A 6ª fase da Operação Unha e Carne mobilizou a Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (7), no Rio de Janeiro. A ação busca desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis da região metropolitana para lavar dinheiro, com participação de agentes públicos.

Segundo as investigações, o esquema criminoso teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A estimativa consta em Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encaminhado à PF.

Os policiais federais cumprem, desde as primeiras horas do dia, 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense.

A Justiça também determinou medidas de sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.

INVESTIGAÇÃO

Os alvos da operação poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados ao longo das investigações.

A ofensiva integra a força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal.

A iniciativa tem como objetivo desarticular organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635.

FASE ANTERIOR

Na quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF na última quinta-feira (2), foram cumpridos três mandados de prisão e um de busca e apreensão.

As ordens judiciais tiveram como alvos o contraventor do jogo do bicho Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o empresário e pastor Márcio Poncio.

Também foi alvo da operação o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. Contra ele, a Justiça expediu um mandado de busca e apreensão.

Com informações da Agência Brasil.