Menu

Ceará Sem Fome incorpora práticas sustentáveis e transforma combate à fome em política ambiental

O programa tem ampliado seu impacto ao incluir práticas de preservação ambiental em todas as etapas da execução
Foto: Larissa Morena/Governo do Ceará

O Programa Ceará Sem Fome, coordenado pela primeira-dama do Estado e presidente do Comitê Intersetorial de Governança, Lia de Freitas, aposta não apenas pelo enfrentamento à insegurança alimentar, como na integração entre políticas sociais e ambientais. Com ações que envolvem reaproveitamento de alimentos, reciclagem e estímulo à agricultura familiar, a iniciativa consolida um modelo de política pública baseada na sustentabilidade.

Criado para garantir o direito à alimentação saudável, o programa tem ampliado seu impacto ao incluir práticas de preservação ambiental em todas as etapas da execução. Nas Cozinhas Ceará Sem Fome, pelo menos 30% dos alimentos utilizados nas refeições vêm da agricultura familiar e de produtores locais, o que fortalece a economia rural, reduz o desperdício e encurta as cadeias produtivas.

Segundo Lia de Freitas, essa integração entre o social e o ambiental é essencial para que o programa tenha resultados duradouros.

“Combater a fome é também cuidar dos territórios e do meio ambiente. As práticas sustentáveis são fundamentais para garantir a segurança alimentar de forma responsável e permanente”, afirma a primeira-dama em entrevista ao Opinião CE, que realiza a cobertura especial da COP30, em Belém, no Pará.

A primeira-dama do Ceará, Lia de Freitas. Foto: Hellynara Fernandes/Opinião CE

Combate à insegurança ambiental e sustentabilidade

O Grupo de Trabalho de Sustentabilidade, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), tem papel central nessa articulação. O GT reúne órgãos e instituições parceiras para desenvolver ações voltadas à redução de resíduos, ao reaproveitamento de materiais e à promoção da economia circular nas cozinhas.

Os resultados podem ser observados em algumas regiões do Ceará. No município de Icó, o isopor das quentinhas passou a ser reutilizado na produção de mini blocos de tijolos, em um projeto acompanhado pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Já em Groaíras, a Cooperativa de Catadores local realiza a reciclagem do mesmo material, garantindo destino ambientalmente correto e geração de renda.

Além disso, diversas cozinhas passaram a adotar o reaproveitamento integral dos insumos, utilizando cascas e talos de legumes na produção de sucos, caldos e outras preparações, com ganho nutricional e redução de desperdício.

As práticas sustentáveis são fruto das capacitações promovidas pelo Grupo de Trabalho de Alimento Seguro, que orienta sobre boas práticas de manipulação e reaproveitamento de alimentos. Outro parceiro é o Consórcio de Resíduos Sólidos da Serra da Ibiapaba, responsável pela coleta seletiva e pelo manejo adequado dos resíduos das cozinhas.

Reconhecimento

Em 2025, 70 Cozinhas Ceará Sem Fome foram premiadas com o Troféu Cozinha Transformadora, durante o 2º Festival Ceará Sem Fome, por desenvolverem ações consideradas inovadoras na área de sustentabilidade.

Para Lia de Freitas, os resultados confirmam que o programa se tornou referência em políticas públicas que unem combate à fome, preservação ambiental e inclusão produtiva.

“O Ceará Sem Fome mostra que é possível promover justiça social e sustentabilidade ao mesmo tempo. É um modelo que transforma solidariedade em ação climática”, destacou.