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Prefeitura não comenta “corte proposital” dos recursos do Crio, mas ressalta ampliação da verba no último mês

Em sessão plenária na última semana na CMFor, líder da Gestão Sarto disse que, em julho, a verba à unidade hospitalar foi cortada propositalmente, “para ver se o Estado se mancava” e mandava recursos
Divulgação/Crio

Após o líder da Gestão do prefeito José Sarto (PDT) na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), vereador Carlos Mesquita (PDT), afirmar que o corte de recursos do Centro Regional Integrado de Oncologia (Crio) foi “proposital”, a Prefeitura de Fortaleza afirmou que o repasse anual à unidade hospitalar é de R$ 133,8 milhões, e reforçou que ampliou tal custo por ano em R$ 3,6 milhões no último mês. Questionada pelo OPINIÃO CE acerca do possível corte intencional, a Gestão não tocou no assunto.

Ainda segundo a resposta do Executivo municipal, os tratamentos dos pacientes são financiados com recursos da Prefeitura e do Governo Federal. Tais internos, conforme a nota enviada pela Gestão, são em sua maioria vindos do Interior do Estado. “Atualmente, 60% dos pacientes oncológicos atendidos na rede conveniada pelo município de Fortaleza são do Interior”.

SUSPENSÃO DOS RECURSOS DO CRIO

No último mês de julho, o Crio, localizado em Fortaleza, teve a suspensão de atendimentos. À época, aliados do prefeito Sarto acusavam o Estado de não realizar os repasses que deveria. Em nota enviada ao OPINIÃO CE, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) ressaltou que os centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, como o Crio, recebem recursos diretamente do Ministério da Saúde (MS), sem passar pela esfera estadual. Na nota, a Sesa destacou ainda que o Crio possui gestão plena do Município de Fortaleza.

Também em nota ao OPINIÃO CE, a Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) afirmou que Fortaleza concentra sete de nove estabelecimentos habilitados para tratamentos oncológicos no Ceará, o que corresponde a 84% do atendimento estadual. “Conforme normativa que regula a Oncologia, deveria existir um estabelecimento para cada 500 mil habitantes, assim, para atender à demanda, seria necessária a abertura de mais nove unidades no Estado”, completou a gestão.

“Financeiramente, Fortaleza tem a garantia de R$ 100 milhões anuais, advindos de um recente aporte do Ministério da Saúde, porém, a Capital custeia R$ 160 milhões anuais. Neste contexto, há um subfinanciamento e necessidade de repasses de mais recursos”.

AMPLIAÇÃO DE TRATAMENTO ONCOLÓGICO NO CEARÁ

No último mês de outubro, o governador Elmano de Freitas (PT) anunciou que o Ceará deve contar com investimento “em torno de R$ 270 milhões” da bancada federal do Estado para a interiorização do tratamento do câncer. Conforme o petista, a quantia seria utilizada para implantar e custear o primeiro ano da rede de tratamento. Os deputados federais e senadores, conforme o chefe do Executivo, também apoiaram o Estado na conclusão do Hospital da Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Em visita ao hospital nesta segunda, o petista explicou o apoio da bancada federal na conclusão da unidade hospitalar. “A bancada federal garantiu grande parte dos recursos para que essa obra pudesse estar no patamar que ela está”, disse.