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Covid: em nova atualização, Sesa confirma 11 casos da ômicron BQ.1 no Ceará

Os pacientes, segundo a Sesa, são residentes de Fortaleza, estão sendo acompanhados e apresentam apenas sintomas leves da doença
Foto: Divulgação/Governo

A Secretaria da Saúde (Sesa) do Ceará informou, no início da noite desta sexta-feira, 11, um total de 11 casos da subvariante BQ.1 da covid-19 no Estado por sequenciamento genômico. Inicialmente, em nota divulgada à tarde, a Pasta havia confirmado os quatro primeiros casos da subvariante, confirmados pelo Lacen. Depois, foram somados mais sete casos pela Fiocruz Ceará. Os pacientes, 10 residentes de Fortaleza e 1 do Eusébio, estão sendo acompanhados e apresentam apenas sintomas leves da doença.

A subvariante é considerada mais transmissível. Sob presidência da governadora em exercício, desembargadora Maria Nailde Pinheiro, o Comitê Estadual de Enfrentamento à Pandemia esteve reunido mais cedo para discussão do cenário epidemiológico no Ceará.

“A Sesa, por meio da Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde (Sevig), atua ativamente no controle e no monitoramento da doença junto às vigilâncias dos municípios cearenses”, destaca.

A pasta orienta, ainda, que a população busque completar seus esquemas vacinais contra a doença, com doses de reforço, conforme faixa etária. “Diante de sintomas, a indicação é fazer o uso de máscara e buscar uma unidade de saúde municipal para realizar a testagem”, orienta. Em casos positivos, é preciso cumprir isolamento pelo período de sete dias, a contar do primeiro dia dos sintomas, ou, em caso de resultado negativo do exame, a partir do quinto dia.

Segundo a plataforma IntegraSUS, gerida pela Sesa, o Ceará soma 28.013 óbitos por conta da doença desde o início da pandemia. Nesta semana, o Estado voltou a registrar mortes pela covid-19, em Juazeiro do Norte, no Cariri. O boletim foi divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde na segunda-feira, 7. A vítima faleceu no último domingo, 6. Trata-se de homem de 36 anos, sem comorbidades, que havia tomado apenas duas doses da vacina.

No dia 7 de outubro, um idoso de 72 anos, sem comorbidades e que também havia tomado apenas duas doses do imunizante contra a doença, morreu no município por complicações do coronavírus.

Crianças

Nesta quinta-feira, 10, o Ministério da Saúde o Ceará recebeu 45 mil doses da vacina Pfizer para crianças menos de três anos. Em nota enviada ao OPINIÃO CE, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou que as vacinas serão usadas para a imunização da faixa etária de 6 meses a 2 anos (2 anos 11 meses e 29 dias), que tem como esquema vacinal três doses (D1+D2+D3), seguindo a determinação federal. A Sesa ressalta-se que, inicialmente, serão vacinadas crianças com as seguintes comorbidades:

  • Diabetes mellitus;
  • Pneumopatias crônicas graves;
  • Hipertensão Arterial Resistente (HAR);
  • Hipertensão arterial estágio 3;
  • Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Doenças neurológicas crônicas;
  • Doença renal crônica;
  • Imunocomprometidos;
  • Hemoglobinopatias graves;
  • Obesidade mórbida;
  • Síndrome de Down; e
  • Cirrose hepática.

Para a vacinação, será necessário fazer a comprovação na sala de vacinação.

População

No Ceará, a população total de 6 meses a 2 anos corresponde a 314.481 crianças. “Este quantitativo foi informado ao Ministério da Saúde, que calculou uma estimativa aproximada de crianças nessa faixa etária com comorbidades para o envio da primeira remessa de doses”, disse a Sesa, em nota. O intervalo entre a D1 e D2 é de quatro semanas e entre a D2 e D3 é de oito semanas. Não há necessidade de cadastramento no Saúde Digital.

“Nos próximos dias, a Sesa conclui treinamento dos profissionais de saúde que vão atuar na vacinação em todos os 184 municípios. Em seguida, será iniciada a imunização desse público”.

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