A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação termina nesta sexta-feira, 30, em todo o País. O objetivo é reforçar as coberturas vacinais contra a pólio e outras doenças que podem ser prevenidas, além de evitar a reintrodução de vírus que já foram eliminados no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde consultados nesta sexta-feira, 30, o Ceará tem 72,9% de Cobertura Vacinal na Campanha Contra a Poliomielite em crianças de 0 a 4 anos de idade. No Estado, a população-alvo é de 515.696 e foram vacinados 376.094.
Apesar de ter a campanha encerrada nesta sexta-feira, o sistema do Governo Federal fica aberto até 31 de outubro, podendo ter as taxas atualizadas pelos municípios.
A campanha chegou a ser prorrogada pelo Ministério da Saúde em todo o País por causa da baixa adesão aos imunizantes. As doses estão disponíveis em mais de 40 mil salas de vacinação. A meta da pasta é imunizar 95% do público-alvo, formado por 14,3 milhões de crianças menores de 5 anos. Em entrevista recente ao OPINIÃO CE, a enfermeira e epidemiologista Ana Rita Cardoso, coordenadora estadual de imunizações da Secretaria de Saúde (Sesa) do Ceará, destacou que há um risco iminente do ressurgimento de casos da ‘paralisia infantil’ caso a cobertura vacinal se mantenha baixa.
Nesta campanha, crianças de 1 a 4 anos devem receber uma dose da Vacina Oral Poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido as três doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) previstas no esquema básico. De acordo com o último balanço disponibilizado pelo Ministério da Saúde, até o momento 54,21% do público-alvo foi imunizado. O índice representa 6,2 mil doses contra a pólio distribuídas durante a campanha na faixa etária estabelecida previamente.
Multivacinação
Para a campanha de multivacinação, as doses disponíveis são:
- Hepatite A e B;
- Penta (DTP/Hib/Hep B);
- Pneumocócica 10 valente;
- VRH (Vacina Rotavírus Humano);
- Meningocócica C (conjugada);
- Febre amarela;
- Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba);
- Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela);
- DTP (tríplice bacteriana);
- Varicela; e
- HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano).
Entre adolescentes com idade até 15 anos, estão disponíveis as vacinas HPV, dT (dupla adulto), Febre amarela, Tríplice viral, Hepatite B, dTpa e Meningocócica ACWY (conjugada). O ministério reforça que todos os imunizantes que integram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) são seguros e foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Fortaleza
A Campanha Nacional foi iniciada em 8 de agosto e se encerra nesta sexta-feira (30). Em Fortaleza, a imunização ocorre nos 116 postos de saúde da Capital. Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, Fortaleza vacinou 39.374 crianças de um a quatro anos contra a pólio, que corresponde a cerca de 30% do público – 130.568. Para reforçar a imunização, a Prefeitura realizou, nesta quinta-feira, 29, mais um Dia D de Vacinação nas escolas da Rede Municipal de Ensino.
Além da aplicação da vacina contra a covid-19, a Secretaria Municipal da Educação (SME), em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realiza também nova campanha de vacinação contra poliomielite nos Centros de Educação Infantil (CEIs). Ressalta-se que a SMS deu início a ação de vacinação contra a poliomielite nas unidades escolares no mês de setembro. A ação já imunizou, segundo a gestão municipal, mais de sete mil crianças nos CEIs.
Alerta
Em nota enviada e divulgada pela Agência Brasil, o Ministério destacou que o País é referência mundial em imunização e conta com um dos maiores programas de vacinação do mundo. Anualmente, segundo a Pasta, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) aplica cerca de 100 milhões de doses. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem capacidade para vacinar 1 milhão de pessoas por dia. “Toda a população com menos de 5 anos precisa ser vacinada para evitar a reintrodução do vírus que causa a paralisia infantil”, alerta o Ministério.
Ainda de acordo com o Governo Federal, doenças que já foram eliminadas graças à vacinação podem ser reintroduzidas no País devido às baixas coberturas, “voltando a ser um problema de saúde pública”. O Brasil já eliminou cinco doenças por meio de vacinação: a poliomielite, a síndrome da rubéola congênita, a rubéola, o tétano materno e neonatal e a varíola.
