O inquérito da Polícia Federal (PF) que investiga suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), também apura o envolvimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, ambos correligionários de Flávio no PL.
O foco principal da investigação são transações ligadas ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, por suposta fraude relacionada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Após ser apurado o possível envolvimento de Flávio Bolsonaro, o caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado como o relator do caso.
O nome do ex-governador Cláudio Castro surgiu após a apuração de que a Rede Loto, bet da qual Willer é dono, foi a primeira a conseguir uma licença de operação no Brasil, em maio de 2023. A licença foi emitida pelo governo fluminense.
A Polícia Federal afirma que encontrou, nos arquivos do advogado, mensagens que indicam uma proximidade pessoal entre ele e Cláudio Castro.
Já em relação a Ramagem, a PF menciona que ele seria o beneficiário final de um pagamento de R$ 270 mil, dividido em três parcelas de R$ 90 mil.
As transferências, conforme a apuração, tinham como favorecida formal a empresa Torre Comunicação Estratégica e depois chegavam ao ex-parlamentar.
