O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documento em que autoriza a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. O documento também autoriza o mesmo para empresas e familiares dele, referentes aos últimos oito anos, desde que o seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.
O pedido da campanha de Lula também abrange os seguintes familiares: a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja; e os filhos Lurian Cordeiro Lula da Silva; Marcos Cláudio Lula da Silva; Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; Sandro Luís Lula da Silva; e Luís Claudio Lula da Silva.
Já em relação aos Bolsonaros, o petista desafia o postulante pelo PL a abrir o sigilo do seu pai, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro; da mãe, Rogéria Bolsonaro; dos irmãos, Carlos, Eduardo e Jair Renan; e da esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro.
No debate da TV Bandeirantes, do último domingo (18), Lula apresentou a proposta ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que não afirmou se o faria.
O documento protocolado na Corte máxima da Justiça Eleitoral aponta que “a divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior à próxima quarta-feira (21), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar”.
Informações tornadas públicas
Lula também pede que as informações sejam tornadas públicas no sistema DivulgaCand, do TSE, onde é possível consultar a situação das candidaturas.
A campanha do presidente também solicita que seja aberto o sigilo da empresa Alcazar Holdings, situada na Ilha da Madeira, em Portugal, do advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de participar do esquema de fraudes contra aposentados do INSS e suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo bets. Willer é amigo de Flávio Bolsonaro.
“Este desafio e autorização também abrangem as pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, bem como aquelas em cujas contas bancárias figurem como responsáveis financeiros ou ‘usuários máster’”, diz.
Lula lista a empresa L.I.L.S Palestras, Eventos e Participações Ltda. na lista. O petista informou ser sócio da companhia.
Já sobre companhias ligadas a Flávio Bolsonaro, o documento cita cinco empresas de cujos quadros societários, segundo “diversos veículos da imprensa”, o adversário faria parte. Além da Alcazar Holdings, também estão no texto Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia; a All In One Corretora de Seguros Ltda.; a Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda.; e a Bolsonaro Digital Ltda.
