A coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou que, em um governo do presidenciável, o Bolsa Família vai ter uma carência de dois anos. Após o período, os beneficiários seriam desligados. De acordo com ela, “todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”.
Em entrevista à CBN Bahia, Daniella detalhou que o programa passaria a ter a “regra de transição”, com a ideia de que os beneficiários possam “abrir os seus negócios” e prevendo um “retorno automático caso dê errado”. Ela acrescentou, no entanto, que “as pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família”.
“Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada”, disse.
Flávio concorre à Presidência da República contra o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição.
Ainda segundo a coordenadora da campanha, o Ministério da Prosperidade, promessa de campanha de Flávio, iria ajudar a população a abandonar o Bolsa Família. De acordo com Daniella, a ideia é de que a nova pasta permita a concessão de crédito para um novo negócio e oferte capacitação.
“O coração do plano é focar na prosperidade. Colocar o brasileiro para crescer junto com o brasil. Estão preservadas as proteções sociais, mas a gente quer todo brasileiro um plano para que o cresçam mais, com crédito, capacitação e parcerias com empresas privadas para cursos livres”, acrescentou.
Bolsa Família
Atualmente, para ter acesso ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa, em uma família, deve ser de até R$ 218. Além disso, o Cadastro Único para todos os membros familiares deve estar atualizado, assim como o cumprimento de compromissos em saúde e educação.
O piso do programa, a partir do reajuste de cerca de 15,04% no último mês de setembro, passou de R$ 600 para R$ 691.
Além do valor, há benefícios adicionais cumulativos, como R$ 173 por criança entre zero e 7 anos incompletos e R$ 58 por gestante, por pessoa entre 7 e 18 anos incompletos e por bebê de até 6 meses.
