A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, negou recurso do Missão para que o candidato à Presidência da República, Renan Santos, participe do debate eleitoral promovido pela Rede Globo nesta quinta-feira (1º).
O debate, com ausência já confirmada do presidente Lula (PT), deve ter as participações de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).
Na quarta-feira (30), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques, já havia negado um primeiro pedido de Renan. O partido entrou com recurso no STF após ter o indeferimento na Corte Eleitoral.
No recurso, a legenda lembra que Renan tem pontuado melhor que o candidato Romeu Zema em pesquisas eleitorais e que, portanto, “existe uma legítima expectativa de participação” dele.
Cármen Lúcia, em sua decisão, apontou que o recurso se trata de “interesse subjetivo” e que a Suprema Corte não pode processar de maneira regular a “arguição de descumprimento de preceito fundamental”. A magistrada acrescentou que matéria eleitoral específica “é de competência da Justiça Eleitoral”, ou seja, do TSE.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Em suas redes sociais, Renan Santos elevou o tom contra Flávio Bolsonaro após ter o pedido negado pelo TSE para participar do debate.
O candidato do Missão, apesar de não apresentar provas, atribuiu ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atuação para impedir que participasse do encontro promovido pela Globo.
“Será a cadeia para você e para todos os teus”, disse, afirmando que Flávio representa “a direita do Vorcaro”, em referência ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master.
Renan Santos também anunciou, durante o vídeo, que vai fazer protestos em frente à emissora.
