Restando pouco mais de 18 dias para o Brasil ir às urnas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, recebeu nesta quarta-feira (16) pastores evangélicos no Palácio da Alvorada. Além de brasileiros, que compõem a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, o encontro reuniu representantes dos Estados Unidos e de Cuba.
Na ocasião, o chefe do Executivo reafirmou que não faz política dentro de igrejas, por respeito à fé de cada pessoa.
“Se eu quiser fazer política eu faço na rua, mas na igreja eu não faço, em nenhuma igreja, porque eu acho que cada ser humano tem que ter o seu momento de paz para conversar com Deus”, defendeu o presidente.
O petista também reforçou a importância da igualdade de gênero dentro das instituições religiosas, destacando o crescimento das igrejas evangélicas no país.
“A religião para mim é uma coisa sagrada. E eu respeito as pessoas que acreditam na religião que quiserem acreditar. Ninguém precisa prestar contas para mim nem para ninguém: você e Deus são únicos e não precisa ninguém saber o que você fala, o que você faz”, declarou.
O presidente aproveitou o encontro para anunciar que, no caso de ser reeleito, criará uma política nacional de cuidado voltada à população idosa, com foco no combate ao isolamento social de pessoas mais velhas e na ampliação do atendimento domiciliar a quem está doente.
O presidente também destacou conquistas do seu terceiro mandato, como a retirada do país do mapa da fome pela segunda vez e reafirmou a luta contra a desigualdade como a “causa primária” de suas gestões.
Recado a Trump
Lula contou aos religiosos que disse diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para não interferir no pleito brasileiro e defendeu a credibilidade das urnas eletrônicas. “Não se meta nas eleições brasileiras, porque as eleições brasileiras são um problema do povo brasileiro. E não duvide das urnas brasileiras!”
O presidente ainda criticou adversários que negaram o resultado das urnas e hoje respondem — ou foram condenados — por tentativa de golpe de Estado. “São os que negam a urna, os que negam a democracia que estavam no poder. E agora estão na cadeia, porque tentaram dar um golpe de Estado”, declarou.
