A despedida de Ozzy Osbourne (1948-2025) dos palcos, 17 dias antes de sua morte, chegará aos cinemas em 28 de outubro. O filme-concerto registra o evento Back to Beginning, festival que reuniu, na Inglaterra, a realeza do heavy metal e um sem número de artistas influenciados pelo homenageado.
O concerto foi realizado em 5 de julho de 2025, no estádio do Aston Villa, em Birmingham, cidade natal dos integrantes da formação original do Black Sabbath, pioneiros do metal. No palco, além de Ozzy (com sua banda solo e com o Sabbath), também se apresentaram Metallica, Guns N’ Roses, Slayer, Pantera, Gojira, Alice in Chains, Anthrax e Mastodon, além de combos que reuniram integrantes de bandas como Rolling Stones, Aerosmith, Van Halen, Judas Priest, Rage Against the Machine, Blink 182 e Ghost. Um quem é quem do metal, acrescido de mais de uma dezena de representantes de outros subgêneros do rock e do pop: uma amostra da influência de Ozzy e do Sabbath.
Entre ingressos para o show no estádio e para as transmissões por streaming, Back to the Beginning faturou US$ 190 milhões. O dinheiro foi doado para um hospital infantil em Birmingham, uma entidade para cuidados paliativos para crianças e outra que financia pesquisas sobre a cura da doença de Parkinson.
Ben Wainwright-Pearce, que já dirigiu filmes-concerto de Billie Eilish, Coldplay, Lady Gaga e Taylor Swift, assina o filme “Ozzy & Black Sabbath: Back to the Beginning”. Os ingressos para a exibição nos cinemas estarão disponíveis a partir do dia 24.
Último ato
Back to the Beginning documenta o resultado do esforço de Ozzy para reencontrar seu público e se despedir dos palcos, após sete anos marcados por problemas graves de saúde. Diagnosticado com uma variante do Parkinson, o artista precisou interromper sua última turnê solo no fim de 2018, por conta de uma sequência de desastres médicos.
Uma infecção no dedo (que quase o levou a perdê-lo), uma gripe que resistiu aos medicamentos e perdurou por meses, uma fratura nas vértebras e uma cirurgia desastrada levaram o Madman para territórios perigosamente próximos da morte.
Ozzy renasceu nos estúdios. A duras penas, com problemas sérios de locomoção, até mesmo para sustentar o pescoço em pé, ele gravou dois álbuns elogiados, “Ordinary Man” (2020) e “Patient Number 9” (2022), conseguiu fazer duas breves participações ao vivo, enquanto alimentava a esperança de voltar à forma para reencontrar seu público.
Como num enredo de um livro, Ozzy reuniu os companheiros com quem inventou o heavy metal, lá no fim dos anos 1960, seus descendentes musicais, diretos e indiretos, uma última vez, antes de morrer, cercado pela família e reconhecido por sua obra e influência.
Antes do show final, Ozzy escreveu “Últimos Ritos”, em colaboração com Chris Ayres. Terceiro livro de memórias do inglês, o volume é uma crônica dos últimos embates de Ozzy com a morte, iluminado por cenas do passado, de suas derrotas e vitórias, de um cara da classe trabalhadora que se elevou à realeza de um tipo de música amado por milhões mundo afora.
