O governador licenciado de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou neste domingo (5), durante visita ao Mercado São Sebastião, em Fortaleza, que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acertou ao rejeitar o apoio do PL no Ceará ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). Ao lado do senador Eduardo Girão (Novo), pré-candidato ao Governo do Estado, Zema voltou a defender que a direita cearense se una em torno da candidatura do parlamentar.
Segundo Zema, Ciro Gomes, o governador Elmano de Freitas (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representam o mesmo projeto político.
“Michelle está coberta de razão em não estar apoiando uma pessoa como ele aqui no Ceará. Ciro Gomes, Elmano e Lula: é tudo farinha do mesmo saco. Estou aqui dando meu total apoio ao Girão, que é o candidato de direita do Ceará. O Ciro Gomes, é só olhar o histórico dele, as ações que ele já fez no passado, e nós vamos ver que ele, Elmano e Lula não têm diferença nenhuma”, afirmou.
O pré-candidato à Presidência também criticou a aproximação entre o PL cearense e Ciro Gomes, classificando a articulação como oportunista.
“Isso demonstra como alguns partidos são oportunistas”, disse.
Zema voltou a afirmar que não apoiará candidaturas ligadas ao PT e citou sua experiência à frente do governo mineiro.
“Quem estiver lutando contra o PT tem o meu apoio, porque o PT destruiu Minas Gerais, que é o estado que governei e vi o quanto o PT pode ser negativo na gestão pública. Onde o PT estiver, eu estou fora”, declarou.
As declarações ocorrem em meio à crise interna do PL em torno da estratégia eleitoral no Ceará. Michelle Bolsonaro se posicionou contra a aproximação de dirigentes da legenda com Ciro Gomes, enquanto o senador Flávio Bolsonaro defende a articulação que pode resultar no apoio do partido ao pedetista.
Impacto das pesquisas
Também durante a visita ao Mercado São Sebastião, Eduardo Girão voltou a minimizar o impacto das pesquisas eleitorais e afirmou que sua candidatura representa a única alternativa de oposição ao PT no Ceará.
Segundo o senador, o histórico político dos adversários diferencia seu projeto.
“Se dependesse de pesquisa, nem ele, nem eu estaríamos eleitos em 2018. A gente tem muita consciência do trabalho que foi feito e de que o cearense não é abestalhado. O cearense vai entender que o projeto que está se colocando de outro partido é a mesma coisa, é seis por meia dúzia. Eles foram aliados do PT, eu nunca fui aliado do PT. Então, quem aqui é antagonista do PT no Estado sou eu. Outros tiveram ministério do PT, disseram que o impeachment da Dilma foi golpe, têm histórico de votar no Lula. Eu nunca votei no Lula. Acredito que temos a chance de apresentar um novo modelo de política e gestão para o Estado”, afirmou.
Após a visita ao Mercado São Sebastião, os aliados seguiram para o Mercado do Peixe, no Mucuripe, encerrando a agenda de três dias de Romeu Zema no Ceará. A passagem pelo Estado faz parte da estratégia do Novo para ampliar a visibilidade nacional do pré-candidato à Presidência e fortalecer os palanques estaduais da legenda para as eleições de 2026.
