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Pré-candidata a federal, Luísa Cela destaca importância de manter participação feminina na bancada cearense

Como frisou a ex-secretária da Cultura em entrevista ao Opinião CE, o Estado pode perder as três deputadas federais, que também são cotadas para disputar outros espaços
Foto: Vitória Galdencio/Opinião CE

A ex-secretária de Cultura do Ceará, Luísa Cela (PT), destacou a importância de manter a presença das mulheres na bancada cearense na Câmara dos Deputados. Pré-candidata a deputada federal, ela ressaltou, em entrevista ao Opinião CE, o risco de o Estado perder as três parlamentares que possui atualmente na Casa.

A pré-candidata afirmou que a representatividade é muito importante para que se tenha uma bancada “minimamente diversa e representativa”. De 22 deputados federais, o Estado possui, atualmente, apenas Luizianne Lins (Rede), Fernanda Pessoa (PSD) e Dayany Bittencourt (União Brasil) como parlamentares mulheres.

“Não pode o Ceará ter a sua bancada de federais formada exclusivamente por homens”, disse.

Em relação às parlamentares atualmente com mandato, Luísa frisou que elas podem não ser candidatas no pleito.

Luizianne, que deixou o PT depois de mais de 37 anos no partido, é cotada para o Senado pela Rede Sustentabilidade. Fernanda Pessoa pode ser vice da chapa de Elmano de Freitas (PT). Já Dayany, esposa de Capitão Wagner (União Brasil), pode não concorrer a federal caso o marido, Capitão Wagner (União Brasil), tente a Casa.

Já para as chapas em discussão neste ano para federal, além das três parlamentares – que ainda podem tentar a reeleição – e de Luísa, outro nome que aparece com força é o da vereadora Priscila Costa (PL), que, apesar de cotada para o Senado, vê no partido dificuldade de lançar o seu nome para a Câmara Alta do Congresso.

“Momento desafiador” da chapa do PT

De volta ao PT, a pré-candidata lembrou do “momento desafiador” que o PT vai viver para a chapa deste ano, já que não contará, pela primeira vez, com os nomes de José Guimarães e de Luizianne na chapa. Ela frisou, no entanto, a necessidade de renovação, tão cobrada na política.

“Para fazer isso, tem que ter a ousadia do risco, tem que enfrentar o risco”, disse.

Na chapa da Federação Brasil da Esperança – que inclui também o PCdoB e o PV -, a expectativa, nos bastidores, é de que o deputado estadual Fernando Santana (PT) – com apoio de Camilo Santana (PT) – e o vice-presidente do PT, Raimundo Martins – com apoio de José Guimarães – ocupem as duas primeiras posições na votação.

Papel da cultura

Luísa frisou, durante a entrevista, que a sua pré-candidatura, mesmo dialogando com diversas outras áreas, parte da cultura.

Pensando nisso, o PT vem realizando um movimento nacional para articular a participação de pessoas ligadas à cultura no pleito. O objetivo é garantir que o setor tenha maior representatividade no Congresso Nacional.

“Nós temos feito uma articulação nacional, com várias pré-candidaturas, para que a gente possa ter uma “bancada da cultura” e essa bancada possa defender e garantir políticas e investimentos para a cultura brasileira”, destacou.

Segundo a petista, tem-se apresentado a importância da presença da cultura no Congresso, não apenas para conquistas ao setor. Luísa ressaltou, por exemplo, que a cultura teve um importante papel para convocar as manifestações contra a chamada “PEC da Blindagem”.

“O Congresso brasileiro hoje, infelizmente, mais nos envergonha do que nos dá alegria de ser brasileiros. Boa parte do Congresso tem postura de legislar em interesse próprio e em um esquema vinculado a casos de corrupção vergonhosos”, disse.