O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) vai lançar oficialmente sua pré-candidatura ao Governo do Ceará neste sábado (16). No Conjunto Ceará, o momento vai contar com a participação de lideranças de outros partidos, como André Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União Brasil), além de deputados estaduais e federais. No Centro Educacional Evandro Ayres de Moura, o evento está previsto para ter início às 9h.
A escolha pelo Conjunto Ceará, conforme aliados do tucano, ocorreu devido à ligação histórica do Ferreira Gomes com o bairro. Em 1988, durante a eleição municipal na capital cearense, o Conjunto Ceará foi essencial para a vitória do então candidato.
Antes de definir a disputa pelo Palácio da Abolição, Ciro não descartava a possibilidade de ir para uma quinta corrida eleitoral à Presidência da República. Ele chegou a ser convidado por Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, mas descartou a possibilidade.
Em nota, o dirigente partidário disse ter sido comunicado por Ciro, em telefonema no qual ele informa a intenção de lançar o seu nome no Ceará. “O PSDB reconhece a importância da sua vitória não apenas para o Ceará, mas para todo o Brasil e, em especial, para o Nordeste”, escreveu Aécio.
“O PSDB continuará debatendo, inclusive com a participação de Ciro Gomes, do senador Tasso Jereissati e de outras lideranças partidárias, alternativas para o Brasil nesse momento em que a polarização e o radicalismo vêm impedindo a apresentação de um projeto consistente de retomada do desenvolvimento econômico e social do país”, acrescentou.
União da oposição
Ciro e os seus aliados tentam unir a oposição ao governador Elmano de Freitas (PT) para lançar uma coligação conjunta contra o petista. A união vem sendo pavimentada desde 2024, quando, no segundo turno do pleito municipal em Fortaleza, o grupo definiu apoio a Fernandes. O deputado federal, aliás, anunciou o seu apoio à pré-candidatura de Ciro nesta última quinta-feira (14). A declaração foi feita em um vídeo publicado nas suas redes sociais. Na gravação, ele afirmou que estará ao lado do ex-ministro no ato político, apesar das divergências históricas entre os dois grupos.
Na justificativa, o parlamentar afirma que o cenário da segurança pública exige a união da oposição. Ele menciona também problemas nas áreas da saúde, educação e saneamento básico.
“Mesmo que, politicamente, seja mais vantajoso para mim lançar candidatura própria, reafirmar meus valores e bater em todo mundo, eu entendo que não posso pensar só em mim”, afirmou.
Assim como Fernandes, aliado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Eduardo Girão (Novo), porém, não abre mão de lançar o seu nome para o pleito. O parlamentar, aliás, vai realizar um evento da sua pré-candidatura também na manhã de sábado, em Quixadá, no Sertão Central cearense.
Girão critica Fernandes e Wagner por se aliarem a Ciro, em uma articulação que, segundo ele, envolve “interesses familiares e projetos de poder”.
