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Presidente da Alece aceita denúncia de João Jaime contra assessor e pedido de investigação de Carmelo Bolsonaro

Deputado do PL teria invadido obra em Maranguape, após membro de sua equipe se identificar como assessor da presidência da Alece
Foto: Júnior Pio | Alece)

O deputado João Jaime (PV) protocolou, na presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), pedidos de investigação contra um assessor do deputado Carmelo Neto (também chamado Carmelo Bolsonaro) e contra o próprio parlamentar do PL. O pedido foi acatado pelo presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri, que encaminhou a denúncia aos órgãos da casa, como Ouvidoria e Procuradoria Jurídica.

As investigações podem levar à abertura de processo de cassação no Conselho de Ética e à votação em plenário, caso o deputado Carmelo Bolsonaro não comprove sua inocência.

Entenda o caso

O caso ocorreu em Maranguape, onde o deputado Carmelo Neto publicou um vídeo denunciando como uma obra supostamente abandonada. As obras da creche já estão 50% concluídas e conta com uma empresa responsável por sua execução. O prefeito Átila Câmara (PSB) afirmou que a obra não está abandonada e acusou Carmelo de invadir o prédio. Segundo o prefeito, o deputado ainda teria enviado um assessor, identificado como  Miguel Ângelo, que teria se apresentado como um agente enviado pelo presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri.

A declaração do prefeito levou o deputado João Jaime a investigar a veracidade da informação junto ao proprietário da construtora. Após confirmar a versão apresentada pela Prefeitura de Maranguape, João Jaime entregou a denúncia à presidência da Alece.

Na terça-feira, João Jaime apresentou um boletim de ocorrência (BO) noticiado por Sidrac Pereira Nobre. No documento, consta que “(no dia), após a saída dos funcionários, o deputado estadual Carmelo Neto adentrou o local sem autorização, forçando o portão para gravar vídeos criticando a execução do projeto”, acrescentou.

Ainda conforme o BO, o local da obra, no bairro Novo Maranguape, situa-se em uma “área de risco e conflito constante”, e que, mesmo que o declarante da empresa Astro Construção e Empreendimento, responsável pela obra, tenha pedido para que Carmelo não divulgasse os vídeos devido ao risco à sua integridade física, o deputado fez a postagem.

O notificante pontuou, aliás, que o representante da empresa já havia se prontificado a prestar os esclarecimentos técnicos a Carmelo. O vídeo foi divulgado na quarta-feira (6). No mesmo dia, aliás, Sidrac afirmou que “foram constatados danos materiais no local, com tubos de água quebrados e danificados”.

Carmelo Neto (PL) reagiu e disse que acionaria o João Jaime no Conselho de Ética da Alece. “Não tenho medo de processo”, rebateu Jaime. “Vai me processar de quê? Minha fala foi técnica”, afirmou.