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Alece vai realizar reuniões para apaziguar discussões entre deputados

Nesta quarta-feira (13), reunião da Mesa Diretora encaminhou como será feito o trabalho para conter o avanço das disputas pessoais entre os parlamentares
Foto: Júnior Pio/Alece

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), com o intuito de conter as brigas que têm ocorrido no Parlamento, vai realizar reuniões entre a Mesa Diretora e o Colégio de Líderes para tentar apaziguar as disputas entre os legisladores. O deputado estadual Danniel Oliveira (MDB), 1º vice-presidente da Casa, afirmou que é preciso dar solução às discussões e “extinguir esse tipo de atitude”.

Neste mês de maio, pelo menos três principais casos foram abordados durante reunião da Mesa Diretora nesta quarta-feira (13). No mesmo dia, um bate-boca entre Lucinildo Frota (PL) e Julinho (PT) suspendeu a sessão da Alece. Na terça-feira (12), o deputado João Jaime (PP), com base em um BO, acusou Carmelo Neto (PL) de ter utilizado falsamente um assessor como assessor da Presidência da Assembleia.

Já na semana passada, o deputado Agenor Neto (MDB), vice-líder do Governo, havia subido à tribuna para denunciar que deputados estão vendendo suas emendas parlamentares para comprar material didático para cidades e, em conluio com prefeitos, recebendo de volta 50% da verba.

De acordo com Danniel, o diálogo desta terça tratou dos assuntos de uma “forma ampla”, sem tratar de casos de maneira específica. “É necessário que a gente compreenda que, independentemente dessa tensão, temos limites e precisamos respeitar o trabalho do outro”, afirmou.

Segundo o vice-presidente, o chefe do Legislativo, Romeu Aldigueri (PSB), pediu que se abrissem sindicâncias em relação a todas as acusações. “Ao meu ver, devemos buscar uma forma de conversar e resolver o problema, para evitar que isso se repita no futuro. Essa tensão, daqui para a frente, só vai aumentar”, disse.

“Se a gente utilizar a tribuna apenas para fazer um debate eleitoral entre as pessoas que disputam voto, vamos perder o sentido daquilo que a gente está aqui representando, que é o mandato. Foi da eleição passada, mas está vigente, e a gente precisa, obviamente, dar resposta à população cearense”, acrescentou.

Sobre possíveis sanções, o legislador apontou que elas dependem das sindicâncias que foram abertas. “É óbvio que, se houver algum indício, uma confirmação de algo que não deve ser praticado, é claro que temos que extinguir esse tipo de atitude”, destacou. “Sou sempre do sentimento de que, primeiro, temos que buscar o diálogo, tentar resolver dessa forma. Não sendo possível, buscar as vias que são necessárias”, declarou, frisando que a Casa possui um protocolo para isso e que a Mesa Diretora pode usar sua força para resolver as questões.