O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, na manhã desta quinta-feira (26), a criação da federação União Progressista (UPB), composta por União Brasil (UB) e Progressista (PP).
O voto favorável foi brevemente apresentado pela relatora, ministra Estela Aranha, e foi seguido pelos demais seis ministros da corte, que não apresentaram argumentos contrários.
A UPB está no centro de uma disputa no Ceará, assim como nos demais estados, que põem de um lado base e de outro oposição. No Ceará, a agora federação é razão de briga pelo governador Elmano de Freitas (PT), que busca sua reeleição, e pelo ex-governador Ciro Gomes, presidente do PSDB Ceará.
Para ter efeito já em 2026, a aprovação precisava ocorrer até 4 de abril.
A superfederação
A criação da federação entre União Brasil e Progressistas foi articulada diretamente pelas cúpulas nacionais das duas siglas, lideradas por Ciro Nogueira e Antônio Rueda, com foco na formação de uma “superfederação” capaz de concentrar poder político, ampliar bancadas e maximizar o acesso ao fundo eleitoral.
A federação pode se tornar a maior força política do país. A aliança reuniria:
- 103 deputados federais;
- 12 senadores;
- cerca de 1,3 mil prefeitos.
Os partidos projetam acesso a aproximadamente R$ 900 milhões do fundo eleitoral.
