A Justiça italiana aceitou, nesta quinta-feira (26), o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil. A medida, que já foi comunicada ao governo brasileiro, não tem efeito imediato, já que ainda depende de etapas adicionais. Ainda poderão ser apresentados recursos à decisão judicial. Não há prazo para uma resposta definitiva.
A defesa informou que pretende recorrer da decisão, o que deve levar o caso à análise de instâncias superiores, como a Corte de Apelação e, possivelmente, o Supremo Tribunal de Cassação italiano.
O processo que corre na Corte em Roma julga um pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) para que Zambelli, presa após pedido da Interpol, seja devolvida à Justiça brasileira.
Se a extradição for confirmada, a expectativa é de que ela retorne ao Brasil nas próximas semanas, onde deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, em Brasília, conhecida como Colmeia.
Prisão de Zambelli na Itália
Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ex-parlamentar havia deixado o Brasil em maio do ano passado, quando foi, inicialmente, para os Estados Unidos e, posteriormente, para a Itália.
Como fugiu do País após a condenação do Supremo, ela é considerada foragida da Justiça brasileira. A prisão dela, que estava na lista vermelha da Interpol, foi confirmada em 29 de julho do ano passado.
A localização de Zambelli foi divulgada pelo deputado italiano Angelo Bonelli, que afirmou ter informado às autoridades o paradeiro da ex-parlamentar antes da decisão judicial.
O caso segue em tramitação e ainda depende do esgotamento dos recursos e da decisão administrativa final do governo italiano para que a extradição seja efetivada.
