O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Congresso vai aprovar o projeto do Governo Federal que visa ampliar a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais. O chefe do Legislativo, no entanto, ressaltou a necessidade de se buscar alternativas de arrecadação. Segundo ele, a proposta é boa, mas “não pode ser danosa para a economia”. Como possíveis compensações, o parlamentar citou “cobrar um pouco mais de bancos e de pessoas jurídicas”, as empresas.
Para compensar a perda de receitas que o aumento da isenção trará, o Governo propõe um imposto mínimo de até 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, o equivalente a R$ 600 mil por ano. A proposta do Governo está sendo discutida em comissão especial e depois será enviada para o plenário.
Como explicou o presidente Hugo Motta, o trabalho da comissão é ouvir a sociedade, o setor produtivo, economistas e membros do Governo, com o intuito de se encontrar “o melhor texto possível” e aprová-lo até o final do ano. A afirmação foi feita em entrevista ao “Bom dia, Paraíba”, da TV Globo.
Ao Opinião CE, o deputado federal José Guimarães (PT), líder do Governo Lula (PT) na Câmara Federal, defendeu que a proposta para a ampliação da isenção é “absolutamente viável” e uma pauta “mobilizadora”. “Temos que assumi-las porque dialogam com o Brasil. É uma necessidade da democracia brasileira”, disse.
