O Ceará tem metade da capacidade de fibra óptica do Cinturão Digital ainda disponível para novos usos, segundo o presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Hugo Figueirêdo. A possibilidade foi apresentada nesta quinta-feira (24), durante a 8ª edição do Proenergia Summit 2026, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.
Hugo participou do painel “Data centers, infraestrutura e negócios”, no qual discutiu a estrutura de conectividade disponível no Estado e o papel do Cinturão Digital do Ceará (CDC) na atração de novos investimentos relacionados à economia digital.
Cinturão Digital pode apoiar expansão de data centers
Segundo Hugo Figueirêdo, o Cinturão Digital possui atualmente 12 pares de fibra óptica, dos quais metade ainda pode ser disponibilizada para novos usos. A estratégia discutida no evento é utilizar essa capacidade para ampliar a conectividade e criar condições para a instalação de novos data centers e empresas de tecnologia também fora da Região Metropolitana de Fortaleza.
A infraestrutura pode ser combinada com a disponibilidade de energia para aproximar os empreendimentos dos locais onde existe capacidade na rede de distribuição. O Cinturão Digital possui aproximadamente 6 mil quilômetros de fibra óptica e alcança 139 municípios cearenses. A estrutura é operada pela Etice e integra a estratégia de conectividade do Estado.
Data centers ganham espaço com avanço da inteligência artificial
Durante o painel, Hugo Figueirêdo também relacionou o crescimento dos data centers ao avanço da inteligência artificial e da ciência de dados. A expansão da capacidade de processamento, segundo a discussão apresentada no evento, pode abrir espaço para atividades de maior valor agregado no Ceará, além de ampliar a demanda por serviços e soluções ligados à economia digital.

O presidente da Etice defendeu ainda a formação de um ecossistema de inovação que aproxime os investimentos em infraestrutura de universidades, empresas de base tecnológica e atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A proposta é conectar a infraestrutura necessária para o processamento de dados ao conhecimento produzido no Estado e às empresas capazes de desenvolver novas aplicações tecnológicas.
Energia renovável e conectividade
Outro ponto discutido no Proenergia Summit foi a relação entre a expansão dos data centers e o aumento da demanda por energia. As estruturas exigem capacidade energética para manter operações de processamento e armazenamento de dados, o que torna a disponibilidade de geração e transmissão um dos elementos considerados na escolha de novos locais para investimentos.
Na avaliação apresentada por Hugo Figueirêdo, o Ceará reúne condições de infraestrutura que podem favorecer essa integração, especialmente pela combinação entre energia renovável, conectividade e capacidade de processamento de dados. O tema foi discutido no painel dedicado às oportunidades relacionadas à expansão dos data centers e à infraestrutura necessária para acompanhar o crescimento da economia digital.
O Proenergia Summit 2026 ocorre nos dias 23 e 24 de setembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.
