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Indústria do Ceará amplia agenda sustentável e chega a 40 empresas certificadas com Selo ESG da FIEC

Nova edição do reconhecimento destaca práticas ambientais, sociais e de governança e reforça competitividade do setor industrial
Sustentabilidade ganha força como exigência do mercado internacional. Foto: Divulgação/Fiec

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) realizou, nesta terça-feira (5), a 14ª edição da entrega do Selo ESG-FIEC, reconhecendo práticas ambientais, sociais e de governança na indústria cearense.

Nesta edição, receberam a certificação as empresas Grendene, Cimento Apodi, Nova Eólica Cajucoco e Harmony Empreendimentos. Também houve a renovação dos selos das empresas Durametal, Naturágua e Alimempro. Com as novas certificações, o total chega a 40 indústrias chanceladas pela FIEC em parceria com o Bureau Veritas.

Durante a cerimônia, o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, destacou o avanço da agenda ESG no setor industrial cearense. “Estamos aqui para reconhecer indústrias que compreenderam que resultado e responsabilidade não são forças opostas, mas dimensões que se fortalecem mutuamente”, afirmou.

Segundo ele, 92 empresas já ingressaram na jornada ESG, com sete delas alcançando a recertificação. “A sustentabilidade deixou de ser discurso e passou a ser prática cotidiana. Mais do que diferencial, tornou-se critério de competitividade”, completou.

Representantes das empresas certificadas destacaram o papel estratégico do selo. Na Grendene, o reconhecimento foi associado a uma trajetória de investimentos em energia limpa, redução de resíduos e reuso de água.

Já a Cimento Apodi ressaltou o ESG como pilar estratégico do negócio, enquanto a Nova Eólica Cajucoco destacou a cultura organizacional voltada ao desenvolvimento sustentável. A Harmony Empreendimentos enfatizou a busca por soluções com impacto positivo, e empresas recertificadas apontaram o desafio de manter a cultura ESG no dia a dia.

Cinco anos do Núcleo ESG-FIEC

O evento também marcou os cinco anos de criação do Núcleo ESG-FIEC, considerado uma iniciativa pioneira no Brasil. De acordo com a Federação, o núcleo tem contribuído para consolidar o Ceará como referência nacional em práticas sustentáveis na indústria. “O Núcleo ESG completa cinco anos como um legado em construção, impactando empresas e cadeias produtivas inteiras”, ressaltou Cavalcante.

A gestora do Núcleo ESG-FIEC, Alcileia Farias, destacou que a sustentabilidade tem se consolidado como exigência do mercado, especialmente em função de acordos internacionais e da relação comercial com a Europa.

“Com o acordo Mercosul-União Europeia, a taxonomia do mercado europeu vem ditar a regra como exigência, e o mercado cearense, que tem relação muito forte com a Europa, em especial com os portos de Roterdã e do Pecém, precisa pensar de forma estratégica”, frisa.

Segundo ela, o cenário exige que empresas adotem estratégias alinhadas às novas demandas globais, reforçando a importância da agenda ESG para a competitividade industrial.