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Lab Inclusão: SESI Ceará cria laboratório para desenvolver soluções de inclusão em sala de aula

Lab Inclusão foi implantado na Escola SESI SENAI Parangaba e terá foco na formação de professores e no desenvolvimento de recursos de tecnologia assistiva
Laboratório reúne tecnologia assistiva, impressão 3D, recursos pedagógicos adaptados e metodologias voltadas à inclusão. Foto: Divulgação/Sesi Ceará

O SESI Ceará inaugurou, na última quinta-feira (17), na Escola SESI SENAI Parangaba, o Lab Inclusão – Laboratório de Tecnologias e Práticas para Educação Inclusiva. Primeiro espaço desse tipo implantado pela instituição no Estado, o laboratório será utilizado principalmente para a formação de professores e a produção de recursos de tecnologia assistiva voltados à inclusão de estudantes.

A iniciativa foi desenvolvida em parceria com o Conselho Nacional do SESI, por meio do Projeto Conexão SESI, e surge diante de uma demanda crescente nas escolas. Atualmente, 12% dos cerca de 8 mil alunos do SESI Ceará são neuroatípicos.

A proposta é qualificar profissionais para utilizar recursos e estratégias de acessibilidade dentro da sala de aula, contribuindo para ampliar a participação, a aprendizagem e a permanência dos estudantes. Participaram da inauguração Eduardo Oliveira, consultor da Gerência de Projetos do Conselho Nacional do SESI; Ana Paula Pinho, gerente de Educação e Cultura do SESI Ceará; Paulo Botafogo, diretor da Escola SESI SENAI Parangaba; e Douglas Carioca, diretor da Escola SESI SENAI da Barra do Ceará, além de professores, gestores e alunos.

Laboratório será usado na formação de professores

Diferentemente de um espaço destinado diretamente ao atendimento individual dos estudantes, o Lab Inclusão tem como foco a formação dos profissionais que trabalham com alunos neuroatípicos. Professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), especialistas em inclusão e demais docentes da Rede SESI poderão utilizar o laboratório para aprender a desenvolver, adaptar e aplicar recursos de acordo com as necessidades encontradas no cotidiano escolar.

O espaço reúne recursos de Tecnologia Assistiva, Comunicação Aumentativa e Alternativa, materiais pedagógicos adaptados, Cultura Maker, metodologias STEAM, modelagem e impressão 3D.

Entre os equipamentos estão impressoras 3D, mesa educacional, totem interativo e ferramentas voltadas à gamificação e aos estímulos de aprendizagem. As formações poderão reunir grupos de até 20 profissionais. A ideia é que os conhecimentos desenvolvidos no laboratório sejam levados para as salas de aula e resultem em soluções construídas a partir das necessidades dos próprios estudantes.

Para Eduardo Oliveira, do Conselho Nacional do SESI, o espaço fortalece a atuação conjunta entre o Conselho e os Departamentos Regionais do SESI.

“Esse projeto é muito importante pela questão da inclusão. Temos aqui um espaço equipado que possibilita aos professores participar de formações e, depois, levar esse conhecimento para a prática, contribuindo para o acolhimento e a inclusão dos alunos neuroatípicos. O apoio do Conselho Nacional do SESI é fundamental, e pretendemos dar continuidade a projetos dessa natureza”, destacou.

A gerente de Educação e Cultura do SESI Ceará, Ana Paula Pinho, afirmou que o laboratório representa mais uma etapa do processo de fortalecimento da educação inclusiva na Rede SESI.

“A gente vem construindo, nos últimos anos, uma escola cada vez mais inclusiva, com ações, atividades e rotinas que reconheçam as necessidades dos nossos estudantes. O laboratório representa mais um passo nessa caminhada, porque vai permitir formar os professores e oferecer recursos para que eles possam contribuir com o desenvolvimento de cada aluno a partir das suas possibilidades”, afirmou.

SESI Ceará inaugurou o primeiro Lab Inclusão do Estado, na Escola SESI SENAI Parangaba, com foco em educação inclusiva. Foto: Divulgação

Projeto-piloto deve ser ampliado para outras unidades

O Lab Inclusão da Escola SESI SENAI Parangaba é o primeiro implantado no Ceará, mas a proposta é ampliar a experiência para outras unidades da instituição. A expansão deverá permitir que as formações também alcancem profissionais que atuam no interior do Estado. Segundo Paulo Botafogo, a estrutura poderá contribuir também para a formação de profissionais da rede pública.

“Hoje é um dia histórico para a Rede SESI Ceará de Educação. O Lab Inclusão é um espaço destinado à formação dos nossos professores e que também poderá contribuir com a educação do Estado, atendendo profissionais da rede pública. É uma evolução do trabalho que já desenvolvemos em educação inclusiva e dará muito suporte ao fazer pedagógico e ao atendimento dos alunos neuroatípicos”, afirmou.

A iniciativa também poderá atender profissionais de redes públicas parceiras do SESI Ceará, com o objetivo de ampliar o acesso à formação continuada e compartilhar metodologias, conhecimentos e recursos. Para Douglas Carioca, um dos diferenciais do laboratório é a possibilidade de os próprios professores desenvolverem e adaptarem materiais.

“O espaço vai atender uma demanda importante relacionada à acessibilidade. Além da formação, os professores poderão desenvolver, na prática, recursos para serem utilizados em sala de aula, contribuindo para o acesso e a permanência dos estudantes. Começamos com esse projeto-piloto, mas a ideia é expandir para toda a rede, chegar ao interior e também atender escolas públicas parceiras”, explicou.

Primeira formação reuniu profissionais de Cascavel

O laboratório iniciou as atividades logo após a inauguração. Dezoito profissionais do município de Cascavel participaram da primeira formação e conheceram a estrutura do espaço. Entre os participantes estava Edgleuma Sousa, pedagoga especializada em Neuropsicopedagogia e Educação Inclusiva.

“Na aula inaugural da formação em Tecnologias Assistivas, conhecemos o Lab Inclusão do SESI, um espaço fundamental para a educação inclusiva. Ele possibilita a nós, profissionais, acesso a recursos, equipamentos e estratégias que podem contribuir significativamente para qualificar nossa prática no atendimento especializado. Parabenizo todos os profissionais envolvidos na iniciativa e na concretização desse projeto”, afirmou.

A proposta é que o Lab Inclusão funcione como um ambiente permanente de experimentação e formação, permitindo que profissionais identifiquem barreiras enfrentadas pelos estudantes e desenvolvam recursos, estratégias e tecnologias para ampliar as possibilidades de participação e aprendizagem.