Menu

Ministério do Meio Ambiente inclui o Ceará entre áreas sob risco de incêndios florestais em estado de emergência

A medida permite uma maior agilidade e recursos para ações preventivas
A iniciativa foi anunciada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva-Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Ceará foi incluído entre as áreas vulneráveis a incêndios florestais determinadas pela portaria assinada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, declarando emergência ambiental para essas regiões. A medida deverá permitir a contratação emergencial de brigadistas e a implementação de ações preventivas que possam minimizar os impactos das queimadas. A decisão se deu a partir de dados científicos sobre os períodos críticos de seca em diferentes locais do país.

 No Estado cearense, a iniciativa contemplará as mesorregiões Centro-Sul Cearense, Jaguaribe, Sertões Cearenses e Sul Cearense, de junho de 2025 a fevereiro de 2026, além das mesorregiões Metropolitana de Fortaleza, Noroeste Cearense e Norte Cearense, de julho a dezembro de 2025.

“Com essas informações, os agentes públicos estarão preparados para adotar as ações necessárias em resposta ao risco identificado. Este é o resultado de um extenso trabalho baseado em ciência e planejamento estratégico para enfrentar as emergências climáticas”, destacou a ministra Marina Silva.

Entre as medidas preventivas está a contratação do maior contingente de brigadistas da história. No total, serão 4.608 profissionais organizados em 231 brigadas florestais federais. A informação foi repassada durante coletiva de imprensa na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF).

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destaca que, apesar da iniciativa de emergência, as projeções para os incêndios em 2025 são melhores do que as do ano anterior. “Mas não será uma situação confortável, uma vez que haverá extensas regiões sob regime de seca”, enfatizou.

“Trata-se de uma ação organizada do poder público para medir o risco antes que o desastre ocorra. Isso exige planejamento e monitoramento por parte dos governos. É um conjunto de medidas que contribuirá para reduzir o risco de incêndios florestais pelo país”, explicou o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco.