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Observatório de Aves Banco dos Cajuais é inaugurado em Icapuí

Além de representar oportunidade para impulsionar o ecoturismo no litoral leste, equipamento contribui para a educação socioambiental.
Vista aérea do Observatório Banco dos Cajuais, em Icapuí. Foto: Elismar Santos / Acervo Aquasis

O litoral leste passou a contar com o novo equipamento voltado à conservação da natureza e à valorização da biodiversidade costeira. É o Observatório de Aves Banco dos Cajuais, instalado em Icapuí, para proporcionar a observação e a apreciação das aves limícolas migratórias, além de outras espécies locais, em seu habitat natural.

A iniciativa faz parte do Projeto Aves Migratórias (PAM), da ONG Aquasis, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Com ela, moradores, turistas, pesquisadores e estudantes podem conhecer novas espécies e vivenciar uma experiência de conexão com a natureza de forma responsável e sustentável.

O coordenador de Monitoramento e Pesquisa do PAM, Onofre Monteiro, explica que a ideia surgiu da necessidade de criar um espaço que aproximasse a sociedade da rica biodiversidade do Banco dos Cajuais, uma área estratégica para a conservação das aves migratórias. 

“O local foi escolhido por sua relevância ecológica, abrigando diversas espécies ao longo do ano e oferecendo condições ideais para a observação de aves, pesquisa científica, educação socioambiental e fortalecimento do ecoturismo na região”, comenta. 

O observatório também representa, na visão de Onofre, uma oportunidade para impulsionar o ecoturismo em Icapuí, fortalecendo a economia local por meio da visitação consciente e estimulando novas oportunidades para moradores, empreendedores e iniciativas ligadas ao turismo sustentável.

Educação

Além do espaço de contemplação, a proposta do observatório prevê ações de educação socioambiental, visitas guiadas, atividades com escolas, pesquisadores e turistas, contribuindo para aproximar a sociedade da importância das aves migratórias e da conservação dos ambientes costeiros.

“Como nós só protegemos o que conhecemos, este novo espaço vai aproximar a futura geração, vai trazer mais renda com turistas passando mais tempo na região e vai aproximar os governantes de um dos bens mais preciosos e ameaçados que o Nordeste abriga”, acredita Gabriela Ramires, coordenadora de Políticas Públicas e Advocacy do PAM.