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Igreja é alvo de invasão e vandalismo na Barra do Ceará; caso reforça série de ataques a igrejas em Fortaleza

No mês passado, a Arquidiocese Metropolitana de Fortaleza alertou para uma sequência de invasões e ataques a igrejas na capital cearense
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a Capela São Francisco após o ato de vandalismo (Foto: Divulgação)

A Comunidade Católica São Francisco, situada no bairro Barra do Ceará, em Fortaleza, foi alvo de invasão na madrugada do último domingo (3). Segundo a Paróquia São Pedro, responsável pela administração pastoral da área, o episódio resultou em prejuízos e perdas materiais.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a Capela São Francisco após o ato de vandalismo. O espaço passa por obras de reestruturação viabilizadas com doações de fiéis. Em nota publicada no Instagram, a comunidade lamentou o ocorrido e destacou a falta de respeito com o local religioso e com o esforço coletivo para sua recuperação.

Não respeitaram o espaço sagrado e nem a luta do nosso povo. Em breve realizaremos o sonho de vermos nosso espaço reformado”, diz trecho do comunicado.

Antes do início das obras, a capela já enfrentava problemas estruturais. Para viabilizar a reforma, moradores e frequentadores se mobilizaram com arrecadações, eventos comunitários e contribuições diretas, garantindo o andamento das melhorias.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Estado do Ceará, por meio da 7ª Delegacia, responsável pela região. O órgão reforçou a importância do registro do Boletim de Ocorrência (BO), que pode ser feito presencialmente em qualquer unidade policial, para auxiliar no avanço das investigações.

Série de ocorrências preocupa fiéis

O caso não é isolado. No mês passado, a Arquidiocese Metropolitana de Fortaleza alertou para uma sequência de invasões e ataques a igrejas na capital cearense, gerando preocupação entre a comunidade religiosa e autoridades.

Entre os episódios recentes, estão o furto de condensadores de ar-condicionado na Capela de São Pedro, em janeiro, e o roubo dos sinos da Igreja de São Bernardo, ligada à Paróquia Nossa Senhora do Carmo, registrado em 26 de fevereiro.

Também houve invasão na Igreja do Rosário, considerada patrimônio histórico. Já na madrugada de 3 de março, por volta de 1h30, a Catedral Metropolitana de Fortaleza foi invadida. Apesar de não haver registro de furto, o local sofreu danos relevantes: um vitral histórico foi destruído, a sacristia foi revirada e peças de prata chegaram a ser separadas, possivelmente para serem levadas. Diante da recorrência dos casos, cresce o alerta para a necessidade de reforço na segurança de espaços religiosos na capital.