A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) do Rio de Janeiro comunicou ao Governo do Estado que o Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (Gaedest) recomendou à concessionária Fla-Flu Serviços S.A. a disponibilização do Estádio Mário Filho, o Maracanã.
A medida atende à realização da partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês, às 21h30, pela semifinal da Copa Sul-Americana.
A recomendação tem como base manifestação técnica da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ), contrária ao jogo no Estádio de São Januário e favorável ao Maracanã.
Segundo o documento, o estádio oferece condições mais adequadas de segurança, capacidade, mobilidade urbana e organização dos fluxos de chegada e saída das torcidas.
SEGURANÇA
A PMRJ classifica o confronto como um evento de alta complexidade operacional. Entre os fatores considerados estão o caráter eliminatório da partida, a presença de torcedores brasileiros e argentinos e a previsão de chegada de dezenas de ônibus da torcida visitante.
A concessionária havia recusado o pedido do Vasco sob a justificativa de preservar o gramado, em razão da proximidade com outras partidas previstas no estádio.
Para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a manutenção do campo representa um interesse legítimo, mas não pode se sobrepor à segurança dos torcedores, dos moradores do entorno e dos demais usuários do espaço urbano.
CRITÉRIOS
O documento também aponta que eventual desgaste do gramado pode ser recuperado e ressarcido.
Além da abertura do estádio para o confronto, o MPRJ recomenda que a concessionária formalize e publique, em até 30 dias, critérios objetivos, transparentes e isonômicos para analisar pedidos de utilização do Maracanã por qualquer clube.
As regras deverão considerar os intervalos mínimos entre partidas, as hipóteses de recusa, a prioridade do calendário esportivo sobre eventos não esportivos e a documentação técnica exigida, com aplicação igual para todos os clubes.
As negativas deverão apresentar justificativa individualizada e ser acompanhadas da documentação técnica utilizada como fundamento.
Com informações da Agência Brasil.
