A Copa do Mundo de 2026 conhecerá seu campeão neste domingo (19), quando Espanha e Argentina entram em campo às 16h (horário de Brasília), em Nova York. A decisão reúne as duas seleções mais bem colocadas no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e promete um duelo equilibrado entre equipes de estilos semelhantes.
A final deve ser decidida nos detalhes, com fatores físicos, técnicos e individuais podendo fazer a diferença na disputa pelo título.
Do lado argentino, a experiência do elenco e o protagonismo de Lionel Messi aparecem como os principais trunfos da atual campeã mundial. Maior artilheiro da história das Copas do Mundo, Messi lidera a equipe e chega à decisão como principal candidato à Chuteira de Ouro da competição, com oito gols marcados.
Já a seleção espanhola, a La Roja, é mais jovem, o que pode levar a uma vantagem diante do calor registrado nas partidas nos Estados Unidos. O fator climático exige mais do físico dos jogadores. Entre os destaques espanhóis está Lamine Yamal, jovem atacante que disputa sua primeira Copa do Mundo. O jogador protagoniza uma curiosidade envolvendo Lionel Messi: quando bebê, foi fotografado ao lado do argentino durante uma campanha beneficente.
Caso conquiste o título, a Espanha levantará sua segunda Copa do Mundo masculina, repetindo a conquista de 2010, na África do Sul. O título também fará com que a seleção masculina iguale a equipe feminina, atual campeã mundial.
O histórico do confronto também reforça o equilíbrio. Espanha e Argentina já se enfrentaram 14 vezes, com seis vitórias para cada lado e dois empates.
Prêmios individuais também serão definidos
Além da taça, a decisão marcará a entrega dos principais prêmios individuais da competição, entre eles: Bola de Ouro, para o melhor jogador; Luva de Ouro, para o melhor goleiro; Chuteira de Ouro, destinada ao artilheiro da Copa.
Messi lidera a disputa pela artilharia com oito gols, mas pode ser ultrapassado por Kylian Mbappé, da França, que ainda disputa a partida pelo terceiro lugar contra a Inglaterra, marcada para este sábado (18).
Maior Copa da história
A decisão entre Espanha e Argentina também encerra a maior Copa do Mundo da história. Disputada pela primeira vez em três países – Estados Unidos, México e Canadá -, a edição de 2026 contou com a participação recorde de 48 seleções, ampliando o número de vagas e proporcionando estreias inéditas no torneio.
Entre elas, esteve Cabo Verde, que surpreendeu ao fazer uma campanha competitiva. A seleção africana teve como destaque o goleiro Vozinha, que conseguiu neutralizar o ataque da Espanha durante o confronto entre as equipes, impedindo que a atual finalista marcasse gols.
Dentro de campo, a competição foi marcada pelo equilíbrio entre organização defensiva e eficiência ofensiva. As equipes que melhor controlaram a posse de bola sem abrir mão da marcação levaram vantagem ao longo do Mundial. Contra-ataques rápidos e jogadas aéreas também se destacaram como armas decisivas durante o torneio. O Brasil, por sua vez, foi eliminado nas oitavas de final.
Próximas Copas já têm sedes definidas
A próxima Copa do Mundo masculina será realizada entre 8 de junho e 21 de julho de 2030 e celebrará o centenário da competição. O torneio terá como sedes principais Espanha, Portugal e Marrocos, mas também contará com partidas na América do Sul. Uruguai, Argentina e Paraguai receberão os jogos inaugurais em homenagem aos 100 anos do primeiro Mundial, disputado em 1930.
Antes disso, o Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontecerá entre 24 de junho e 25 de julho. Será a primeira vez que a principal competição do futebol feminino será realizada na América do Sul.
O torneio reunirá 32 seleções e terá partidas em oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Os interessados em acompanhar a competição já podem realizar cadastro no site da Fifa para receber informações sobre ingressos, categorias e etapas de venda.
