O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) comemora o primeiro ano de operação da Linha Santana, serviço marítimo operado pela MSC que consolidou uma conexão direta e regular entre o Ceará e os principais mercados da Ásia.
A implantação ocorreu dentro do novo ciclo de expansão comercial e reposicionamento internacional do Porto do Pecém. Rapidamente, a rota passou a ocupar papel central na movimentação de contêineres do terminal cearense.
Resultados expressivos marcam os 12 meses de funcionamento do Serviço Santana, que já aparece entre os maiores em volume de movimentação do Porto do Pecém.
A relevância estratégica da rota se fortalece para o comércio exterior regional. Durante o período, mais de 103 mil TEUs foram movimentados, cerca de 15% de toda a operação de contêineres do terminal.
Os dados indicam regularidade nas operações e confiança do mercado no potencial logístico do Pecém. A capacidade do terminal em atrair rotas internacionais também ganha destaque.
O cenário reforça o posicionamento do equipamento como ponto relevante nas cadeias globais.
INTERNACIONALIZAÇÃO
O presidente do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, Max Quintino, avalia que a consolidação da Linha Santana representa avanço no processo de internacionalização do terminal.
“Os resultados da Linha Santana neste primeiro ano demonstram a força do Porto do Pecém como uma plataforma logística estratégica para o Brasil. Conseguimos ampliar nossa conexão com os principais mercados asiáticos, reduzir significativamente o tempo de trânsito das cargas e oferecer mais competitividade para os nossos clientes e para a economia cearense”, destaca o gestor.
O histórico logístico mostra mudanças relevantes com a nova rota. Antes da operação direta, cargas vindas da China podiam levar até 70 dias para chegar ao Ceará. O percurso incluía conexões e etapas adicionais que ampliavam o tempo de entrega.
“As mercadorias precisavam seguir pelo Cabo da Boa Esperança, realizar conexão em portos do Sudeste e depois aguardar o transporte por cabotagem até o Nordeste. Hoje temos uma operação muito mais eficiente, previsível e competitiva. Além disso, embora a importação ainda seja o principal fluxo, observamos um crescimento importante das exportações, que já representam entre 5% e 10% da movimentação da linha”, explica Max Quintino.
CONEXÕES
A Linha Santana estabelece ligação do Pecém com portos importantes do Extremo Oriente, incluindo China, Coreia do Sul e Singapura. A operação também contempla rotas na América Central e no Caribe. Entre as principais cargas transportadas, aparecem painéis solares, coque de petróleo, peças automotivas e mercadorias destinadas ao Polo Industrial de Manaus.
O fluxo de exportações também registra avanços relevantes. Produtos como pedras ornamentais, óleos minerais e açaí estão entre os principais itens enviados ao exterior. Esse movimento amplia oportunidades comerciais para empresas brasileiras.

O perfil de transbordo aparece como um dos diferenciais do serviço, com cerca de 47% da operação. Essa dinâmica fortalece o Porto do Pecém como hub logístico regional. A redistribuição de cargas internacionais para Norte e Nordeste ganha eficiência e competitividade.
LOGÍSTICA
Impactos logísticos importantes surgem com o crescimento da rota para o Ceará. A conexão direta com a Ásia reduziu em cerca de 30 dias o tempo de trânsito das cargas destinadas ao Estado. A necessidade de transbordos em portos do Sudeste e do Sul deixou de existir.
A cadeia logística passa a operar de forma mais rápida, previsível e eficiente. Empresas e importadores encontram melhores condições para planejamento e redução de custos. A competitividade regional também se fortalece.
O desempenho da rota reforça o momento de expansão vivido pelo Complexo Industrial e Portuário do Pecém.
“O sucesso da Linha Santana comprova que o Pecém está preparado para receber grandes serviços internacionais de longo curso, ampliar fluxos comerciais e consolidar cada vez mais sua posição entre os principais hubs logísticos do País. Esse é o resultado de um trabalho estratégico que vem fortalecendo a competitividade e a inserção internacional do nosso complexo”, afirma Max Quintino.
