O cineasta Kleber Mendonça Filho entrou no debate sobre o comportamento do público nas sessões de “Michael”, cinebiografia do cantor Michael Jackson. O diretor de “O Agente Secreto” contestou diretamente artigo publicado na Rolling Stone Brasil, que apontou uma suposta deterioração da experiência nas salas.
Mendonça defendeu o que chamou de potência da experiência coletiva. Em postagem no Instagram, escreveu: “Na que eu fui de ‘Michael’, tinham 400 espectadores gritando com a música, tocada em som de show. As pessoas estavam felizes”. E avançou: “Tem uma diferença entre gente mal educada numa plateia estar contra um filme e gente na plateia estar com o filme”. Para o diretor, a reação ruidosa não é distorção, mas parte de uma tradição.
“Gritaria, aplausos, assobios, palavras de ordem, gente relinchando, comentários engraçados, horrorosos, todo tipo de coisa. Viva a experiência coletiva popular do cinema”, escreveu Kleber Mendonça Filho.
O texto da revista é um artigo de opinião intitulado “Sessões de ‘Michael’ comprovam que a experiência no cinema está insustentável”. Escritor pelo jornalista Angelo Cordeiro, o artigo de opinião parte justamente de vídeos e relatos que circularam nas redes sociais, com imagens de plateias cantando alto, levantando para dançar e usando celulares durante a projeção.
Para o autor, embora a emoção seja esperada em um filme sobre um ícone pop, o comportamento extrapola quando interfere na experiência de quem está ao redor, transformando a sessão em um ambiente de desrespeito.
