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Regularização documental: o ativo invisível que destrava o mercado imobiliário em Fortaleza

Fortaleza vive um verdadeiro “boom” no mercado imobiliário. Em 2025, os imóveis valorizaram cerca de 12,6%, quase o...

Fortaleza vive um verdadeiro “boom” no mercado imobiliário. Em 2025, os imóveis valorizaram cerca de 12,6%, quase o dobro da média nacional, que ficou em 6,52%, segundo o Índice FipeZAP. Em meio a esse cenário aquecido, há um fator decisivo que nem sempre recebe a devida atenção: a regularização documental dos imóveis. Foi a partir desse ponto que os jornalistas Karla Sousa e Jordan Vall conduziram a entrevista com Lara Praça, CEO da Readi, no Mesa de Negócios.

O contexto local reforça a importância do tema. A capital cearense atravessa um ciclo consistente de expansão imobiliária, impulsionado por novos empreendimentos, crescimento urbano e aumento da demanda por imóveis residenciais e comerciais. Os números expressivos de valorização consolidam Fortaleza como um dos mercados mais dinâmicos do país, atraindo investidores e fortalecendo o setor da construção civil.

No entanto, por trás desse desempenho positivo, existe um gargalo estrutural que compromete o pleno potencial do mercado: a irregularidade documental. Como destacou Lara Praça durante a entrevista, cerca de 60% dos imóveis no Brasil apresentam algum tipo de pendência, como ausência de escritura, registros incompletos ou inconsistências cadastrais, uma realidade que também impacta diretamente o cenário local.

A falta de regularização vai muito além de um entrave burocrático. Trata-se de uma barreira econômica relevante. Imóveis irregulares enfrentam dificuldades para obtenção de financiamento, apresentam menor liquidez no momento da venda e podem gerar entraves em processos de inventário e transferência de patrimônio. Na prática, isso significa desvalorização e insegurança jurídica, mesmo em um mercado aquecido.

É nesse contexto que iniciativas inovadoras ganham protagonismo. A Readi surge como uma proptech que busca simplificar um processo historicamente complexo, centralizando em uma plataforma digital todas as etapas da regularização documental. Com o uso de automação e inteligência artificial, aliados à expertise jurídica, a empresa propõe mais eficiência, agilidade e redução de custos para os clientes.

Outro ponto relevante abordado foi o avanço de iniciativas estruturantes, como o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), que promete unificar informações cadastrais e ampliar a transparência no setor. A digitalização e integração de dados representam um passo importante para reduzir inconsistências e fortalecer a segurança das transações imobiliárias no país.

A principal reflexão que emerge do debate é clara: em um mercado em plena expansão como o de Fortaleza, a regularização documental deixa de ser um detalhe e passa a ser um diferencial estratégico. Mais do que cumprir exigências legais, ela garante valorização, liquidez e segurança ao patrimônio.

Em um cenário de crescimento e oportunidades, investir na regularização documental é, acima de tudo, investir na solidez e no futuro do mercado imobiliário.

Com investimento de R$ 15 milhões, Hidrotintas inaugura nova fábrica em Maracanaú

A Hidrotintas inaugurou sua nova fábrica em Maracanaú (CE), marcando um novo capítulo em sua trajetória de crescimento. Com investimento de R$ 15 milhões, a unidade representa um avanço na estrutura operacional da empresa, ampliando sua capacidade produtiva e logística para atender à crescente demanda do mercado.

Entre as principais mudanças, a fábrica passa de cinco para 15 docas de carregamento, o que triplica a capacidade de estocagem e expedição. A estrutura conta ainda com um novo galpão de 4 mil metros quadrados, projetado para otimizar os fluxos internos e garantir mais agilidade nos processos. Com a expansão, a capacidade de produção da Hidrotintas chega a 8 milhões de litros de tinta por mês, enquanto a capacidade de armazenagem atinge 2 milhões de litros. O novo parque industrial foi planejado para aumentar a eficiência em toda a cadeia de abastecimento, desde a produção até a distribuição, reforçando a presença da marca no Nordeste.

Dia das Mães deve impulsionar bares e restaurantes; 83% dos brasileiros pretendem comemorar a data

Com o Dia das Mães entre as principais datas do segundo trimestre, bares e restaurantes se preparam para um período de maior movimentação em 2026. Estudo da Globo em parceria com a PiniOn mostra que 83% dos brasileiros pretendem comemorar a data e 71% planejam presentear, com destaque para experiências como refeições especiais, que seguem entre as principais formas de celebração.

O comportamento do consumidor reforça o papel dos estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar nesse período. Mesmo com maior atenção ao orçamento, há disposição para investir em experiências afetivas, o que favorece restaurantes, bares e operações de delivery. De acordo com a Pesquisa de Conjuntura Econômica da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), divulgada em dezembro, a expectativa é positiva: a maioria dos estabelecimentos acredita que vai faturar mais em 2026, o que sustenta a perspectiva de manutenção do movimento no setor ao longo do ano.