Quixadá recebe, nesta semana, a 46ª Expocece, uma das principais exposições agropecuárias do Sertão Central. Realizado no Parque Valdir do Couto Dinelly, de 10 a 16 de agosto, o evento integra a 5ª etapa do Circuito Cearense de Exposição 2026 e reúne produtores rurais, empresários, estudantes e público em torno de negócios, conhecimento técnico e valorização da atividade agropecuária. A programação inclui exposição e julgamento de caprinos, ovinos e bovinos, feira comercial, lançamento do Plano Safra 2026/2027 e atividades de capacitação.
Entre os conteúdos técnicos estão manejo de rebanhos, aproveitamento do leite de cabra, cortes padronizados de carnes, planejamento forrageiro e uso do capim-elefante BRS Capiaçu na alimentação de ruminantes. O evento é promovido pela Associação dos Criadores do Estado do Ceará e pela Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos do Estado do Ceará, com apoio do Sistema Faec/Senar, Prefeitura de Quixadá, Sebrae e Banco do Nordeste.
Safra amplia oferta de caju no Ceará
A safra do caju ganha força no Ceará a partir de agosto e amplia a oferta da fruta no Estado. No último trimestre, cerca de 150 toneladas provenientes da Região Metropolitana de Fortaleza e do Litoral Leste foram ofertadas apenas na Ceasa de Maracanaú. Segundo análise da central de abastecimento, a disponibilidade do produto já cresceu mais de 20%. O Ceará está entre os principais produtores nacionais de caju, com safra anual estimada entre 80 mil e 95 mil toneladas, conforme as condições climáticas. A expectativa é de uma oferta ainda maior a partir de outubro, quando a produção entra em uma fase mais intensa.
Além do consumo in natura, o fruto movimenta a cadeia de processamento, sendo utilizado na fabricação de sucos, polpas, cajuína, doces e bebidas. A cadeia reúne mais de 300 produtos derivados do caju e da castanha e envolve cerca de 60 municípios cearenses com potencial produtivo.
Projeto que moderniza cobrança do ITR avança no Senado
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o Projeto de Lei que altera critérios de cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). A proposta, que contou com contribuições da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Entre as mudanças previstas está a possibilidade de o cálculo do imposto considerar a autodeclaração da área efetivamente aproveitável do imóvel.
O texto também estabelece a não incidência do ITR sobre propriedades rurais invadidas quando o produtor perder a disponibilidade econômica da área. A medida busca ampliar a previsibilidade tributária, garantir mecanismos de contestação e fortalecer a segurança jurídica no campo. Para a CNA, a proposta aprimora a transparência dos procedimentos de fiscalização sem comprometer a arrecadação.
Faec defende maior integração do Pecém com o agro cearense
Principal rota de saída das exportações do agronegócio cearense, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) movimentou cerca de 245,4 mil toneladas do setor, especialmente de frutas, pescados, mel e outros produtos de origem agropecuária. O volume equivale a 3,1% das mercadorias exportadas pelo Pecém. Desse volume, 190,6 mil toneladas corresponderam a frutas, cascas de cítricos e melões, alta de 14% sobre o ano anterior.
Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, a estrutura logística do Pecém oferece vantagens competitivas para ampliar a presença dos produtos cearenses no mercado internacional, sobretudo europeu. Segundo ele, o Estado precisa avançar na industrialização da produção e utilizar o complexo também como base para o desenvolvimento da agroindústria. Amílcar defende ainda maior integração entre infraestrutura e produção, com a chegada da Transnordestina ao Pecém como vetor de expansão para o agro, especialmente nas regiões do Sertão Central e Centro-Sul.
