Nesta sexta-feira (8) é o Dia Internacional da Mulher. A data serve a reflexões, à lembrança de lutas e ao destaque de personalidades que se empenharam e se empenham, combativas que são, à qualidade de vida, à igualdade de direitos para os gêneros e à defesa da dignidade para todos. As mulheres brasileiras protagonizam momentos únicos na história – a exemplo da campanha pelo direito ao voto à educação superior, por salários iguais aos dos homens, por creches para crianças e mais um elenco de causas importantes. Mulheres tiveram expressão única nos esforços de esclarecimento sobre vacinas no período da pandemia da Covid-19, assim como nas pressões para que o governo de Jair Bolsonaro comprasse e disponibilizasse imunizantes. É a propósito da grandeza feminina que citamos a médica, pesquisadora e escritora Margareth Dalcolmo. Pneumologista, ela foi referência para apoiar quem, com responsabilidade, se opôs ao genocídio que matou 700 mil brasileiros numa tétrica parceria do poder liberal com o coronavírus. Margareth Dalcolmo comprou agora outra briga com os negacionistas. Dessa vez, pela vacina contra a dengue – e os políticos voltam à baila: “Nós, médicos e pesquisadores, ficamos chocados de o Senado ter permitido uma audiência pública com pessoas sabidamente contra a vacina, inclusive colegas médicos, de eles terem voz para falar de uma maneira absoluta sem censura contra a vacina, dando informações equivocadas. (…) Estamos preocupados, e o nosso dever é continuar alertando as pessoas. Por favor, levem as crianças para serem vacinadas e não deem ouvidos à informação que, lamentavelmente, o nosso Parlamento deixou e que não servem para orientar a nossa população”, disse. A luta não é só para retomar padrões vitoriosos de cobertura vacinal. É também uma prevenção a uma nova carnificina. Em favor da vida e contra a ignorância.
Outra coisa
Margareth Dalcolmo foi precisa e cirúrgica no que afirmou. O Brasil tem o exemplo recente da politicalha e do negacionismo contra as vacinas da Covid-19. Não necessita de mais um massacre movido a doença. A perspectiva positiva é, agora, a de um governo atual ter padrões responsáveis e civilizados. Detalhe: as palavras da médica encontram destinatários entre políticos do Ceará.
Questão de responsabilidade
Sobre isso, aliás, vale recorrer a mais uma autoridade em saúde. É o médico epidemiologista e infectologista Roberto Medronho, reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Alerta ele: “A epidemia (de dengue) que hoje está estressando sobremaneira Minas Gerais vai estressar também diversos outros estados, como Rio de Janeiro e Espírito Santo, porque a epidemia se movimenta no tempo e no espaço. No Rio de Janeiro, a gente espera o pico para o fim de abril. É fundamental que todos os estados e municípios se organizem em planos de contingência para reduzir a letalidade de dengue”.
Deu largada
A Assembleia Legislativa do Ceará conheceu nesta semana o que pode ser o embrião de uma série – importante – de discussões. O deputado Guilherme Bismarck (PDT) defendeu no plenário que os atuais mandatos políticos sejam espichados para coincidirem as eleições para prefeitos, governadores, deputados, senadores, vereadores e presidente da República – tudo de uma só vez. Além de organizar as gestões, uma medida assim ainda representaria economia financeira.
Assim falou
Disse Bismarck: “Temos eleição ano sim e ano não. Isso vai causando tensionamentos. A todo momento as bases, principalmente no interior, ficam tensionadas pela questão da eleição”. Onde se lê tensionamentos, leia-se “problemas de gestão e tentativas de derrubada dos prefeitos por câmaras municipais”.
Além-mar
Doze empresárias cearenses chegaram nesta quinta-feira (7) à Lisboa (Portugal). A agenda do grupo segue até a próxima segunda-feira (11), incluindo visitas técnicas, encontros de negócios, exposição na Mostra Negócios Criativos e participação do 3º Congresso Global das Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa. O Sebrae-CE articulou a missão, que combina direitinho com o Dia Internacional da Mulher – mais conhecido como amanhã.
Continência para pneu
Setor nenhum da política brasileira e da protopolítica recebeu com tanta alegria as ilações recentes de Ciro Gomes contra o governo Lula, todas sem comprovação, por conta do pagamento de precatórios, quanto os bolsonaristas. Aqueles já cansados de fazer continência para pneus tomaram o ataque como um refrescante bálsamo. Os que mandam sinais para ETs vibraram de felicidade. “Bolsociro”, ou “Cironaro”?, mesmo afirmando que vai deixar a política, não perde a mania de acusar sem provas.
Grand finale ou petit finale?
Ciro compara o pagamento de precatórios pelo governo Lula, resolvendo o calote aplicado por Jair Bolsonaro, como “um golpe maior do que os escândalos do mensalão e do petrolão”. Diz que um ou dois bancos privados ganharam caminhões de dinheiro com a operação. Em resumo, o rancoroso Ciro Gomes chama de “escândalo” o pagamento de dívidas. Deve ser por isso que foi “desistido” pela política.
