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Lula é o maior cabo eleitoral do Nordeste porque transfere votos

As pesquisas eleitorais demonstram de forma definitiva a liderança de Lula nos estados do Nordeste. Em média, o...
Crédito: Ricardo Stuckert

As pesquisas eleitorais demonstram de forma definitiva a liderança de Lula nos estados do Nordeste. Em média, o presidente tem 60% dos votos. Os dados mostram não só uma liderança consolidada, mas também a capacidade de transferência de votos.

Em Pernambuco, os dois principais candidatos ao governo, João Campos e Raquel Lyra, receberam autorização de Lula para usar seu nome. O mesmo ocorreu em Alagoas, onde JHC (PSDB), principal candidato ao governo, deixou a disputa para se eleger senador, deixando caminho aberto para eleger Renan Filho em acordo com Lula. No Maranhão, três candidatos ao governo estão com Lula. No Piauí, o ex-ministro Ciro Nogueira tenta acordo com Lula para não ser derrotado. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues, e, no Ceará, o governador Elmano são os candidatos de Lula e estão atrás nas pesquisas.

Lula está gravando programas eleitorais e vídeos de apoio ao lado de candidatos a governador e senador no Nordeste. A influência de Lula vira eleições e faz nascer novos cenários. Não se imaginava a vitória de Jerônimo Rodrigues no primeiro turno na Bahia, nem a de Elmano também no primeiro turno no Ceará.

Raquel Lyra foi eleita governadora de Pernambuco quando passou a apoiar Lula na sua campanha contra a candidata de esquerda que estava rompida com a família Arraes. A oposição de extrema direita tem avançado no Nordeste, mas seu prestígio está em candidatos a deputado ligados a igrejas evangélicas e influenciadores.

Filhos de Bolsonaro e o filho de Lula terão vidas expostas

A polarização entre Lula e Bolsonaro saiu dos velhos caciques e chegou aos filhos. A vida de Flávio Bolsonaro, candidato a presidente; Carlos Bolsonaro (vereador); Eduardo Bolsonaro (deputado federal) e Jair Renan Bolsonaro (empresário) será destaque nos programas de rádio, TV e nos palanques. É o roteiro da corrupção. As pautas serão o INSS e o empréstimo ao amigo do Lulinha, feito por uma lobista com interesses no Ministério da Saúde.

A batalha eleitoral nos chamados comitês nacionais ocorre em ambientes de narrativas muitas vezes furiosas. Os assuntos sempre estão ligados a roubalheiras, traições, compra e venda de pessoas e votos.

Os vazamentos de informações de dentro do STF e da Polícia Federal fabricam a rotina em Brasília. Há, ainda, as operações diárias da Polícia Federal, que alimentam os bastidores com muitas versões para cada ação policial.

Os grupos ligados ao presidente Lula creditam ao ministro André Mendonça os vazamentos de informações sobre Lulinha. O presidente Lula segue acreditando na isenção da Justiça e em seu papel como chefe de Estado.

Os evangélicos são mais de 1.560 disputando eleições no Brasil

Em várias igrejas evangélicas existe um ambiente hostil à candidatura de pastores, bispos, apóstolos e até obreiros. O exagero é um debate aberto por religiosos contrários às muitas candidaturas. A Igreja Católica proíbe as candidaturas de padres, bispos e diáconos. A ordem é abandonar a batina em caso de candidatura. É um estilo de gestão. Na Igreja Católica existem “comunidades”, como a Shalom, que têm entre seus associados políticos e candidatos de todas as ideologias.

Brasília, a capital da corrupção?

O governo federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário movimentam cerca de R$ 8 trilhões anualmente, uma fortuna da qual servidores públicos, aposentados e pensionistas ficam com 60% dos recursos. Os outros 40% são destinados à saúde, educação, segurança, infraestrutura, universidades, projetos de pesquisa, pagamento a deputados, servidores, salários e penduricalhos do Judiciário.

Os trilhões de reais atraem empresários, comerciantes, lobistas, vereadores, prefeitos e outros interessados em pegar uma fatia do dinheiro do orçamento, recursos espalhados pelos ministérios, STF e Congresso Nacional.

As emendas parlamentares são vistas como escândalo nacional, em que cada deputado ou senador tem R$ 80 milhões para gastar livremente todos os anos.

As travessuras de Flávio Bolsonaro e Lulinha são a narrativa de uma realidade comum em Brasília, onde todos têm interesses, não importando quem será usado. Lulinha e Flávio Bolsonaro são alvos disputados por quem pretende levar uma fatia do bolo orçamentário.

Júnior Mano segue na rua em apoio a Cid e Giordanna Mano

A posição de primeiro suplente de Cid Gomes ao Senado pouco influiu na rotina do roteiro político do deputado Júnior Mano, que segue visitando prefeitos, vereadores e lideranças ao lado de Cid. Júnior Mano não é um suplente comum. Participa da campanha buscando votos para a reeleição de Cid e, ainda, vai eleger Giordanna Mano a deputada federal mais votada no Ceará.

Aldigueri é o puxador de votos do PSB para a Alece

O presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri, foi apontado como puxador de votos para o PSB e importante para a eleição de Cid, Luizianne e a reeleição do governador Elmano de Freitas. Aldigueri, além de se reeleger, pode ajudar o partido a eleger outros três deputados pela expectativa da votação. Aldigueri faz dobradinha para federal com Tainah Marinho, que disputa com Giordanna Mano o título de deputada federal mais votada.

André Fernandes, o puxador de votos do PL e de Ciro

O deputado federal André Fernandes é o maior cabo eleitoral do campo da direita. Com reeleição garantida, pode puxar mais dois federais e será decisivo para o projeto de seu pai ao Senado e de Ciro ao governo. André Fernandes também tem a responsabilidade de pedir votos para Flávio Bolsonaro no Ceará. No seu acordo com Ciro, o apoio a Flávio Bolsonaro ficou de fora. Ciro deve anunciar um nome à Presidência ou ficar calado.