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Empresas familiares: apenas 30% chegam à segunda geração

Dados evidenciam alto índice de mortalidade no processo sucessório

Cerca de 90% das empresas brasileiras são familiares, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Esse modelo não apenas domina o ambiente empresarial, como também responde por uma parcela significativa da geração de empregos e do PIB nacional. Ainda assim, o cenário é desafiador: levantamentos da PwC e da Fundação Dom Cabral indicam que apenas 30% dessas empresas chegam à segunda geração, evidenciando um alto índice de mortalidade no processo sucessório.

Nesse contexto, ganha força a necessidade de repensar práticas tradicionais. O conceito clássico de sucessão vem sendo substituído por uma visão mais estratégica, que valoriza a integração entre gerações, o alinhamento de propósito e a profissionalização da gestão. São três fatores determinantes para a continuidade e a preservação do legado empresarial.

Para discutir essa questão, o programa Mesa de Negócios, do OpiniãoCE, recebeu Cícero Rocha, fundador do Instituto Empresariar. A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Karla Sousa e Jordan Vall. Ao longo da conversa, o especialista trouxe uma leitura técnica e atual sobre o mercado, destacando que negócios familiares são sistemas mais complexos do que os modelos tradicionais de gestão costumam considerar.

Baseado nas pesquisas desenvolvidas no Instituto Empresariar, Cícero Rocha explica que o principal erro das empresas familiares no Brasil está na tentativa de aplicar modelos de gestão pensados para empresas não familiares. Isso ignora variáveis essenciais, como relações emocionais, conflitos societários, cultura familiar e dinâmica entre gerações. Esses fatores impactam diretamente a tomada de decisão e o desempenho do negócio.

A partir dessa análise, o Instituto desenvolveu a metodologia Balanced Family Business (BFB), que enxerga a empresa familiar como um ecossistema orgânico, composto por diferentes subsistemas interdependentes: indivíduos-chave, família empresária, empresa e sócios. Essa abordagem amplia o olhar sobre gestão ao integrar estratégia, governança e relações humanas, promovendo equilíbrio entre resultados e continuidade.

Outro ponto relevante destacado por Cícero Rocha é que, apesar da alta taxa de mortalidade, negócios familiares tendem a apresentar maior resiliência em momentos de crise, com melhor estabilidade e capacidade de adaptação quando bem estruturados. Isso reforça a importância da profissionalização, da governança e do planejamento estratégico específico para esse tipo de organização.

Na prática, a análise técnica apresentada no programa reforça que o futuro das empresas familiares no Brasil passa por três pilares centrais: método, governança e alinhamento entre família e negócio. Sem essa base, conflitos, desalinhamentos e decisões mal estruturadas tendem a comprometer não apenas os resultados, mas a própria sobrevivência da empresa ao longo das gerações.

Mais do que um modelo predominante, essas organizações representam um sistema complexo e estratégico e, quando bem conduzidas, têm potencial não apenas de sobrevivência, mas de crescimento sustentável e perpetuação no mercado.

43% da população não possui reserva financeira para emergências

Apesar de a maioria dos brasileiros afirmar que possui algum nível de planejamento financeiro, a prática ainda está distante do ideal. Uma pesquisa do Datafolha revelou que 43% da população não possui reserva financeira para emergências, mesmo com 59% se considerando planejados e 84% tendo enfrentado algum imprevisto financeiro no último ano, como atraso no pagamento de contas, uso de crédito ou necessidade de empréstimos. Esses dados evidenciam um cenário de fragilidade nas finanças pessoais, em que o planejamento muitas vezes não se traduz em segurança financeira efetiva.

Para Simone Nascimento, analista de atendimento da Sicoob Coopmil, esse desalinhamento está diretamente ligado à falta de educação financeira e de consciência sobre a importância de se preparar para o futuro. A especialista reforça que esses dados são resultado da falta de educação financeira e que as pessoas não compreendem a importância de poupar e de manter uma vida equilibrada financeiramente.

Unimed Fortaleza realiza hoje entrega do seu 1º Prêmio de Jornalismo

A Unimed Fortaleza promove hoje, 24 de abril, às 18h30, a cerimônia de entrega do 1º Prêmio Unimed Fortaleza de Jornalismo. O evento, somente para convidados, será realizado no BS Design Corporate Towers (1º andar – Torre Norte), reunindo profissionais da imprensa, estudantes e demais convidados para um momento de celebração e reconhecimento ao jornalismo de qualidade no Ceará. A iniciativa tem como objetivo valorizar a abordagem de temas ligados à saúde na mídia, reconhecendo produções jornalísticas de excelência que contribuem para a disseminação de informações relevantes à sociedade.

Voltado a jornalistas profissionais e estudantes de Jornalismo, o prêmio contemplou trabalhos com foco em temas como saúde, bem-estar, ciência, prevenção e inovação. Ao todo, a premiação distribuirá R$ 44 mil. As inscrições abrangeram cinco categorias: Reportagem em Vídeo, Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Conteúdo de Redes Sociais e Universitária (para produções acadêmicas em qualquer formato).