O racha político no Ceará não estará encerrado após a abertura das urnas eletrônicas deste domingo. Ao contrário, ficará mais acirrado.
A campanha para o governo do Ceará foi histórica porque obedece a uma sequência de rivalidades nascidas em 2022 entre os então aliados: Ciro, Cid, Elmano, Camilo e Evandro. Ciro mudou de lado e se aliou aos seus grandes adversários, o capitão Wagner e o deputado André Fernandes, além de outros aliados ao bolsonarismo.
Surgirá um novo grupo político?
É provável que surja um novo grupo político, independentemente do resultado eleitoral deste domingo, 4 de outubro.
A consolidação de um grupo unindo Ciro, Capitão Wagner e André Fernandes pode se viabilizar, mas deixará de fora ilustres nomes da extrema direita. Para eles, só existe um líder: Jair Bolsonaro. Talvez esse radicalismo de segmentos da extrema-direita se atenue com a necessidade de sobrevivência política. Eleger-se com postagens e vídeos na internet pode ter limites.
TSE ultrapassa a linha jurídica
A justiça eleitoral, na contramão das regras do jogo político, oferece insegurança jurídica nas suas decisões. É como se um ministro do TSE, escolhido para julgar crimes seguindo a lei eleitoral, fosse se envolvendo na campanha por interesse pessoal.
Ficou evidente e claro o interesse direto de ministros do TSE na eleição presidencial como cabos eleitorais, ao intervir de maneira forte e decisiva em movimentos de campanha, coisa comum para o eleitor. O TSE acaba criando fatos relevantes em que o eleitor enxerga um episódio natural.
As regras dos debates, formatadas em reuniões com representantes de partidos, acabam prejudicando as emissoras e os próprios candidatos.
O leitor Edvando Nogueira Castro escreveu para a coluna: “Por que não pode ser um debate com dois candidatos? A lei diz que, para participar do debate, o candidato deve pertencer a um partido que tem representação no Congresso, mas não diz qual formato. Então, por que o formato não pode ser Lula x Flávio? Flávio x Caiado? Augusto Cury x Lula?”.
O questionamento do leitor tem lógica. É insuportável a burocracia dos debates, com um formato baseado em regras que engessam o processo. É preciso um formato que permita evolução.
Alece e os prováveis novos deputados estaduais
Veja só a lista dos prováveis deputados estaduais mais votados, segundo os apoios. Isso não significa que serão eleitos, por conta do quociente eleitoral.
Bancada masculina da Alece:
Romeu Aldigueri – PSB
Antônio Granja – PSB
Antônio Henrique – PSDB
Apollo Vicz – PSD
Abreu Júnior – PL
Baquit – PSB
Bruno Pedrosa – PT
Catanho – PT
Davi de Raimundão – MDB
Daniel Oliveira – MDB
Diassis Diniz – PT
Domingos Filho – PSD
Davi Benevides – PSDB
Cláudio Pinho – PSDB
Dr. Gerônimo – PSB
David Durand – MDB
David Vasconcelos – PL
Elizeu Monteiro – PSB
Felipe Vasques – PSDB
Firmo Camurça – PSD
Felipe Mota – PSDB
Fernando Hugo – Republicanos
Gadiel – PT
Gabriel Biologia – PSOL
Guilherme Bismarck – PSB
Guilherme Landim – PSB
Guilherme Sampaio – PT
Heitor Férrer – PSDB
Ilo Neto – PT
Jeová Mota – PSB
João Jaime – Republicanos
Julinho – PT
Leonardo Pinheiro – PSB
Lucílvio Girão – PSB
Marcos Sobreira – PSB
Moisés Braz – PT
Missias do MST – PT
Moses Filho – União
Nizo Costa – PT
Pastor Frota – PL
Queiroz Filho – PSDB
Reginauro – PSDB
Salmito – PSB
Simão Pedro – PSD
Sérgio Aguiar – PSB
Tadeu Oliveira – PSDB
Tim Gomes – PSB
Zezinho Albuquerque – PP
Zé Ailton Brasil – PT
Bancada feminina da Alece:
Laís Nunes – PT
Marta Gonçalves – PSB
Jô Farias – PT
Manoela Pimenta – PSB
Jade Romero – PT
Fabíola Carneiro – PSB
Geórgia do Marcelão – Solidariedade
Liziany Medeiros – PT
Lia Gomes – PSB
Dra. Silvana – PL
Bella Carmelo – PL
Eliana Estrela – PT
Emília Pessoa – PSDB
Paloma Nunes – PSB
Paula Gomes – PL
Adriana Almeida – PT
Weruska Aguiar – PSD
Evandro Leitão recebe gratidão
O prefeito Evandro Leitão ganhou um agradecimento público do presidente Lula durante sua passagem por Fortaleza. “Evandro, estou com seus relatórios de gestão na saúde, educação e infraestrutura, fiz a aposta certa”, disse o presidente ao elogiar o IJF.
