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Mais de 560 mil urnas passam pelos últimos preparativos antes da eleição

Equipamentos são levados aos locais de votação, passam por verificações e parte será auditada neste domingo em todo o País
Cerca de 499 mil são necessárias para a votação, enquanto outras quase 65 mil ficarão reservadas para substituir equipamentos em caso de necessidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os tribunais regionais eleitorais (TREs) de todo o País realizam neste sábado (3), véspera do primeiro turno da eleição, os últimos procedimentos para o pleito.

Mais de 560 mil urnas eletrônicas estão sendo levadas aos locais de votação, onde serão posicionadas, preparadas e mantidas sob guarda policial até o início da votação.

Desse total, cerca de 499 mil são necessárias para a votação, enquanto outras quase 65 mil ficarão reservadas para substituir equipamentos em caso de necessidade.

PREPARAÇÃO

Considerando o tamanho da operação, os tribunais fazem parcerias com outras instituições públicas.

No Rio de Janeiro, por exemplo, parte das urnas foi levada aos locais de votação em ônibus escolares, e profissionais da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) foram escalados para ajudar no transporte.

Dentro de cada local, servidores da Justiça Eleitoral e voluntários convocados também atuam na preparação das sessões, organizando os espaços de movimentação dos eleitores e afixando materiais informativos.

Assim como ocorreu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os estados também realizaram cerimônias de emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização.

O procedimento comprova que nenhum voto foi previamente registrado no banco de dados de totalização dos resultados.

ZERÉSIMA

Antes do início da votação, os voluntários que trabalharão nas sessões deverão emitir a zerésima de cada urna, atestando que os equipamentos também não têm nenhum voto registrado.

Com isso, a Justiça Eleitoral pretende comprovar que o resultado apurado após o pleito realmente corresponde aos votos depositados pelos eleitores.

Conforme destacou o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, os procedimentos deste sábado oferecem mais uma prova pública e verificável de que o voto de cada cidadão será recebido, registrado e contado exatamente como foi manifestado.

“A eleição não começa quando o eleitor aperta a tecla Confirma. Ela começa muito antes, na preparação dos sistemas, na carga e na lacração das urnas, na fiscalização permanente dos partidos e das instituições”, ressalta o desembargador.

AUDITORIA

Os tribunais também sortearam as urnas que serão auditadas neste domingo (4), em mais uma etapa de confirmação da segurança da urna eletrônica.

Parte dos equipamentos sorteados passará por testes de autenticidade, nos quais juízes eleitorais vão verificar, nas próprias sessões, se os programas instalados são os mesmos que foram desenvolvidos, lacrados e assinados digitalmente pelo TSE.

Outra parte será auditada quanto à sua integridade. As urnas sorteadas serão recolhidas das sessões antes do início da votação e levadas a locais seguros e acessíveis à população, a exemplo do Tribunal de Justiça (TJRJ) e da sede da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no caso do Rio de Janeiro.

Nesses locais, fiscais serão convidados a depositar votos escritos em papel em uma urna comum e os mesmos votos na urna eletrônica. Depois, o resultado dos dois métodos será comparado.

“O que se demonstrará é simples e decisivo: a urna registra fielmente aquilo que nela se digita. O tribunal tem plena confiança no sistema eletrônico de votação; essa confiança decorre do alto grau de auditabilidade de todo o processo, que pode ser verificado antes, durante e depois da votação“, destaca o presidente do TRE-RJ.

Com informações da Agência Brasil.