Menu

Como Camilo pretende conquistar Fortaleza

As pesquisas mostram que o ex-governador, senador e ministro ostenta altos índices de popularidade em Fortaleza e no sertão cearense
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O silêncio, na maioria das vezes, é a melhor resposta aos opositores. É o que avaliam lideranças próximas a Camilo Santana. O ministro utiliza, claramente, a ferramenta da psicologia como desprezo aos ataques, e vai se tornando vítima. As pesquisas mostram que o ex-governador, senador e ministro ostenta altos índices de popularidade em Fortaleza e no sertão. Esse patrimônio eleitoral segue com ele e pode transferir ao candidato a prefeito da capital que apoiar, assim como postulantes no interior.

Uma resposta tem sido repetida por Camilo a toda pergunta agressiva: “estou trabalhando pelo Ceará e pelo Brasil, ao cuidar da educação e apoiar projetos do governador Elmano e de prefeitos que me procuram”. Conversando e abraçando a todos, vai construindo uma rede de apoiadores. A eleição será um momento decisivo para definir o controle político da capital. O eleitor é diferenciado. Temos os mundos do Meireles e da periferia. Juntar os dois eleitorados tem sido difícil. O campo da esquerda tem supremacia. Camilo está na sala de espera e deve aparecer mais em agosto, quando a campanha ganha as ruas.

SARTO FAZ JOGO POLÍTICO COM AGENDA DE OBRAS E DESABAFA: “FUI ABANDONADO PELOS AMIGOS”

O prefeito José Sarto aprovou nesta quinta-feira (25) mais um empréstimo. Agora, são mais R$ 420 milhões. O prefeito venceu com pouca diferença, apenas 4 votos. Sarto já faz uso de R$ 3,2 bilhões. São quase R$ 4 bilhões para gastar até outubro. O dinheiro é suficiente para construir uma nova cidade planejada. Terá peso eleitoral. O prefeito também utiliza uma ferramenta de marketing importante. Ele diz que foi vítima da briga de “vaidades” e perdeu o apoio dos “amigos”. A oposição ao governador Elmano na Assembleia, com apoio dos bolsonaristas, tem ajudado Sarto. O perigo é a possível polarização entre o PT e os seguidores de Bolsonaro.

DNOCS APAGA SUA HISTÓRIA E JÚNIOR MANO QUER RESGATÁ-LA

A sede centenária do Dnocs, no Centro de Fortaleza, está em ruínas. O prédio parece um lixo de tijolos por conta do abandono. No centenário do órgão, foi elaborado um projeto para transformar o prédio em um Museu do Semiárido. Seria patrocinado pela bilionária Petrobras. O projeto foi esquecido ou jogado fora. O deputado Júnior Mano está entrando nesta pauta e pode salvar um equipamento que simboliza a luta do nordestino que transformou uma região, seca e pobre, em um semiárido relevante, que produz riqueza.

A ENEL TEM HISTÓRIA

Quando se instalou no Ceará, a Grendene passou a distribuir panelas, frigideiras, pratos, copos e cestas básicas para seus funcionários. Foi uma revolução. Depois, deu uma bicicleta para cada um. Está há quase 40 anos no Ceará e se tornou a empresa que mais emprega. A Enel tem história semelhante. Chegou ao Ceará no momento em que apenas 40% dos cearenses tinham energia elétrica em casa e empresas não se instalavam também por falta acesso à energia. Hoje, o Estado está 100% energizado, disse o presidente da Enel, José Nunes, olhando para os deputados que receberam todas as informações sobre a empresa. Nunes pediu desculpas pelos transtornos.