Candidatos à Câmara dos Deputados e à Alece estão desistindo da disputa por falta de recursos financeiros para os gastos de campanha. Isso favorece os atuais deputados federais e estaduais.
A campanha eleitoral está ficando mais cara por conta do Fundo Eleitoral, que não privilegia a todos. Os candidatos estão “subindo o sarrafo”, como se afirma na linguagem do marketing político, ampliando os gastos com comitês, caminhadas, carreatas e comícios. Os que não recebem verbas não acompanham o ritmo.
Discriminação política
Não se pode esconder a estratégia dos dirigentes partidários. A ordem que vem de cima é favorecer os atuais deputados, principalmente os federais e, em seguida, os estaduais.
Em vários estados, o candidato ao governo chega a receber verba menor que a destinada a um candidato a deputado federal ou ao Senado que possui mandato.
No Ceará, há deputado federal candidato à reeleição que recebeu mais de R$ 3 milhões, enquanto um novato com chances de vitória simplesmente foi ignorado e nada recebeu.
Sem rádio e TV
O processo de priorização de candidaturas é, muitas vezes, autoritário, por conta da necessidade de eleger representantes para o Congresso Nacional e para as Assembleias Legislativas.
A disputa por aparições no horário reservado aos partidos políticos no rádio e na TV, muitas vezes, deixa mais da metade dos candidatos novatos fora da programação.
Nem sempre isso ocorre por discriminação, mas pela decisão de priorizar projetos. Esses casos são comuns nas disputas para a Câmara Federal e o Senado. Os detentores de mandato são prioridade. Eleger representantes significa dinheiro no caixa dos partidos.
Cada deputado federal ou senador eleito representa cerca de R$ 1,5 milhão do Fundo Partidário, dinheiro utilizado para manter mensalmente os partidos nos estados e municípios.
Outras vezes, a discriminação existe e precisa ser combatida. Os tribunais são o fórum adequado para esses recursos. O presidente de um partido, caso queira, pode favorecer com verbas um candidato de seu interesse. Isso é ilegal.
A influência dos deputados federais
A bancada federal cearense é influente por mérito dos parlamentares. Eles conseguiram garantir recursos públicos por meio de emendas, projetos nos ministérios e bancos públicos.
Os 184 prefeitos do Ceará têm parcerias com a bancada federal. Entidades e organizações sociais também mantêm parcerias.
Para o leitor se situar, os 25 parlamentares cearenses, entre deputados federais e senadores, movimentam R$ 1,5 bilhão em emendas anualmente. Só perdem, em volume de recursos, para o Governo do Estado. Eles são uma potência financeira. Os deputados federais estão influenciando o comportamento dos prefeitos. A negociação é direta.
No tabuleiro do jogo político, os atuais deputados federais têm muito mais chances de eleição que a grande maioria dos que sonham em chegar ao Congresso Nacional. Além dos serviços prestados e da força financeira, podem acertar recursos para o futuro e ainda contemplar aliados no presente.
Comunidades liberadas para a campanha
Escrevo aqui o nome de dez comunidades de Fortaleza onde a campanha política segue normalmente. Não houve contestação.
Recebi mensagens de várias pessoas informando que, em suas comunidades, a campanha é feita por vários candidatos. Alguns comentam até mesmo detalhes: “Tem deputado que é votado aqui, não aceita que outros entrem e fica dizendo que há facção mandando. É mentira”.
Esse debate é importante porque também mostra o lado da população. “O líder comunitário é comum nas comunidades, nas favelas e nos bairros ricos e pobres”, escreveu Zé Ivan, que atua no Poço da Draga. Ele complementa afirmando que é muito natural que o bairro tenha seu representante.
Lula e Flávio no Nordeste e no Sudeste
A definição da eleição presidencial está em duas regiões: Sudeste e Nordeste, os dois maiores colégios eleitorais.
Lula vem ao Ceará após participar, como representante da América do Sul, da abertura da conferência da ONU. Flávio Bolsonaro estará hoje no Rio Grande do Norte e em Alagoas.
Os mineiros estão dando o troco no ex-governador e candidato a presidente Romeu Zema, cujo candidato ao governo de Minas Gerais está em quarto lugar. Zema também ocupa a quarta posição na corrida presidencial. Em Minas, Lula vence. Flávio está em segundo lugar, e Augusto Cury, em terceiro.
Deputado Júnior Mano em Brasília
O PSB nacional se reuniu para avaliar candidaturas e alianças do partido para a formação da bancada federal. O deputado Júnior Mano representou o senador Cid Gomes. Segundo relato do parlamentar, o partido elegerá cinco deputados. “O senador Cid Gomes fez um grande trabalho, e o resultado estará nas urnas em 4 de outubro”, declarou.
Yury do Paredão chega a Fortaleza
O deputado Yury do Paredão construiu uma estrutura em todo o Ceará para a disputa pela renovação do mandato. O parlamentar tem forte liderança no Cariri, onde deverá ser o mais votado. Chegou ao Sertão Central, aos litorais Leste e Oeste e, agora, à Região Metropolitana de Fortaleza.
Luiz Gastão chegou ao Cariri com força
O deputado Luiz Gastão será o segundo mais votado no Cariri, segundo as previsões. O trabalho desenvolvido por meio da Fecomércio e as parcerias com prefeitos, construídas durante o mandato de deputado federal, garantem-lhe um grande volume de votos.
