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Startups trazem inovação ao agronegócio e à indústria do Ceará

O encontrou serviu para a apresentação de três iniciativas que nascem nas universidades cearenses.
Foto: Ascom SDE

Com o objetivo de conectar startups de base tecnológica ao poder público e às cadeias produtivas do Estado, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE) promoveu nesta sexta-feira (16) uma reunião com mpresários, pesquisadores, gestores públicos e representantes do ecossistema de inovação e pesquisa. 

O encontro contou ainda com a presença do secretário executivo do Agronegócio da SDE, Silvio Carlos, do gerente de fomento da Agência de Desenvolvimento do Estado (Adece), Eduardo Moreira, além de técnicos da pasta. 

A iniciativa focou no apoio a negócios nascidos no ambiente acadêmico, idealizados por professores, pesquisadores e pós-graduandos de universidades cearenses. Todos os trabalhos apresentam soluções de alto valor agregado voltadas para a sustentabilidade, o agronegócio e a economia circular.

“O nosso compromisso é transformar a inovação gerada nas nossas universidades em riqueza e oportunidade para o produtor cearense. A SDE atua para aproximar essas startups da realidade do mercado, identificando gargalos e criando caminhos para que soluções tecnológicas sustentáveis ganhem escala, fortaleçam a agricultura familiar e modernizem as cadeias do agronegócio no Ceará”, reforçou o secretário executivo do Agronegócio da SDE, Silvio Carlos.

Iniciativas

Durante a reunião, três empreendimentos apresentaram suas soluções e demandas. Entre elas, esteve em pauta uma plataforma digital voltada para conectar pequenos produtores da agricultura familiar ao mercado varejista, como supermercados e restaurantes, superando desafios logísticos e de comercialização de alimentos saudáveis.

“Foi um encontro de conexão. Trouxemos startups que desenvolvem soluções com viabilidade de gerar negócios e parcerias nas áreas ambiental e social. A ideia foi permitir que apresentassem suas demandas para a SDE, Adece e Adagri, identificando oportunidades para pensar uma política pública mais ampla”, definiu o gerente de fomento da Adece, Eduardo Moreira.

Outro projeto apresentado foi o Biovalor, startup incubada na Universidade Estadual do Ceará (Uece) que reaproveita o bagaço de malte de cervejarias para fabricar ração peletizada nutritiva para o rebanho leiteiro, criando uma alternativa para os períodos de estiagem.

“Nós nascemos para resolver problemas sérios da pecuária de leite, transformando o bagaço de malte em ração nutritiva para atender as mais de 73 mil vacarias do Estado. O momento foi excepcional, pois tivemos a oportunidade de conversar com os técnicos e compreender conjuntamente os limites e desafios, propondo soluções de forma integrada,” afirmou Ênio Girão, sócio do projeto. 

Outro destaque foi a apresentação da Eco Pallets Pecém, voltada para a logística reversa e reaproveitamento de madeira utilizada no transporte de chapas de aço do Complexo do Pecém para a fabricação de paletes recicláveis. 

“A reunião foi excelente porque apresentamos subprodutos como o pó e resíduos de madeira, e a SDE poderá nos ajudar a fazer conexões estratégicas para dar uma destinação ainda mais nobre a esses materiais”, pontuou Hamilton e Silva Júnior, sócio-diretor da empresa.

Ao final do encontro, a equipe técnica da SDE alinhou agendas de trabalho para promover o diálogo entre as startups, potenciais parceiros da iniciativa privada e outras instâncias do Governo do Estado. “Saímos daqui com encaminhamentos concretos de conexões com o setor produtivo, outros secretários e a perspectiva de idealizar programas de subvenção e apoio econômico”, comentou Moreira.