O Ceará é o terceiro estado com o maior número de inquéritos na Polícia Federal (PF) para investigar crimes eleitorais. Conforme o órgão, de janeiro até setembro deste ano, foram 118 procedimentos no Estado, que teve menos registros de inquéritos apenas que os estados do Rio de Janeiro (137) e do Maranhão (121).
Desde o início de 2026, foram apreendidos pelo menos R$ 30 milhões relacionados à suspeita de crimes eleitorais em todo o Brasil. Do total, R$ 19 milhões foram encontrados como dinheiro em espécie com os próprios candidatos ou intermediários.
O restante, ou seja, os outros R$ 11 milhões, foram calculados pela corporação a partir do valor de bens que foram apreendidos, como veículos, imóveis e telefones celulares.
O valor total já é o triplo dos R$ 10 milhões apreendidos durante todo o ano de 2022, quando ocorreu a última eleição geral. A quantia de R$ 30 milhões, porém, ainda está abaixo dos R$ 63 milhões registrados no ano da eleição municipal de 2024.
Apreensão não caracteriza necessariamente crime eleitoral
A apreensão dos valores não necessariamente significa que ocorreu um crime eleitoral. É preciso uma investigação para apurar se outros elementos indicam crimes como compra de votos ou caixa dois.
Para averiguar se há crime eleitoral, é necessário analisar fatores como a proximidade do saque com a eleição, a existência de lista com nomes de eleitores ou locais de distribuição de dinheiro.
Também é verificado, pela PF, o perfil de quem transporta os valores e vínculos com candidatos ou campanhas.
