A assinatura da ordem de serviço que autoriza a continuidade das obras de construção do Açude Fronteiras está prevista para setembro. O anúncio foi feito durante reunião ordinária da Câmara Setorial da Segurança Hídrica, realizada nesta segunda-feira (31), na sede da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), em Fortaleza.
O investimento previsto é de R$ 600 milhões, e a obra deve impactar cerca de 300 mil pessoas na região. Com previsão de conclusão em até dois anos, o Açude Fronteiras deverá fortalecer a segurança hídrica da Bacia de Crateús e garantir o abastecimento regular de municípios como Crateús, Tamboril e Novo Oriente.
A continuidade da obra foi apresentada no encontro, que teve como pauta central o panorama dos recursos hídricos do Ceará e o alinhamento estratégico para o fortalecimento da infraestrutura do Semiárido. A reunião foi conduzida pelo presidente do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e líder da Câmara Setorial, Heitor Studart. Também participaram o vice-presidente da Câmara, Francisco José de Sousa, representante da FAEC, e o secretário-geral, Hypérides Macedo, representante da SDE.
Situação do Dnocs
Durante o encontro, o coordenador estadual do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) no Ceará, Joacir Moreira de Sousa, apresentou um panorama da conjuntura atual do órgão. O gestor detalhou os desafios operacionais provocados pela restrição orçamentária enfrentada pela autarquia, mas destacou a relevância histórica e a capacidade executiva do Dnocs no gerenciamento das bacias e perímetros irrigados da região.
Entre as frentes estratégicas, Joacir Moreira destacou a atuação na piscicultura, com manutenção e evolução genética dos plantéis de tilápia, além do avanço das atividades de carcinicultura nos polos de açudes e criatórios do Alto, Médio e Baixo Jaguaribe. Outro ponto destacado foi a preservação dos perímetros irrigados, como os projetos de Morada Nova e Tabuleiro de Russas. Juntos, eles somam mais de 7.500 hectares em atividade produtiva, gerando emprego e renda no interior do Ceará.
Articulação institucional
Ao final da reunião, as lideranças defenderam a união de esforços entre o Governo Federal, o Governo do Estado, a Bancada Federal dos estados nordestinos e a sociedade civil organizada. Para Heitor Studart, a articulação conjunta é necessária para devolver ao Dnocs protagonismo e capacidade de investimento compatíveis com as demandas hídricas do Nordeste, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região.
