A Universidade Federal do Ceará (UFC) lança, na próxima segunda-feira (17), a Cátedra Maria da Penha, iniciativa voltada à promoção dos direitos humanos, da equidade de gênero e ao enfrentamento da violência doméstica contra a mulher, com conteúdos relacionados à Lei Maria da Penha.
A cátedra integra as ações do Colégio de Estudos Avançados (CEA) e contará com a participação de 25 estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes unidades acadêmicas da universidade. Os participantes serão chamados de “agentes da Penha”.
Durante 18 meses, os estudantes selecionados participarão de atividades formativas sobre questões de gênero e violência doméstica, além de receberem mentorias individualizadas. O projeto também prevê um levantamento das iniciativas relacionadas ao tema desenvolvidas nas áreas de ensino, pesquisa e extensão de cada unidade acadêmica da UFC.
A proposta inclui ainda ações para ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento produzido pela universidade. Entre as atividades previstas estão podcasts, exibição de filmes, saraus, rodas de conversa e seminários sobre direitos das mulheres, gênero e violência doméstica.
Maria da Penha participa de roda de conversa
O lançamento oficial da cátedra ocorrerá na segunda-feira (17) e contará com uma apresentação artístico-cultural e a roda de conversa “Ecos e silêncios da Lei Maria da Penha 20 anos depois”. O debate reunirá a ativista Maria da Penha, que deu nome à legislação de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher; a juíza Juliana Porto Sales; a professora Verônica Ximenes, titular da Ouvidoria Geral da UFC; e a professora Glícia Pontes, do projeto Arretadas em Rede.
A conversa será mediada pela pesquisadora Ana Paula Araújo.
Seleção de estudantes será lançada em novembro
O edital para seleção dos 25 bolsistas que participarão da Cátedra Maria da Penha está previsto para ser lançado em novembro, durante os Encontros Universitários da UFC. A formação terá duração de 18 meses e pretende integrar estudantes de diferentes áreas da universidade em uma agenda permanente de estudos, pesquisa, extensão e divulgação de conhecimentos relacionados à violência contra a mulher e às questões de gênero.
